terça-feira, 1 de junho de 2010
IRONMAN BRASIL 2010
Luke Mckenzie e Tereza Macel foram os donos da festa; evento foi marcado pela quebra de recorde no masculino
Foto: Carlos Rocha Por Rodrigo Cury
Condições favoráveis em todos os sentidos fizeram deste Ironman Brasil um dos mais rápidos da nossa história.
O australiano Luke Mckenzie e a tcheca naturalizada canadense fizeram uma prova impecável e conquistaram o título da décima edição do Ironman Brasil em Florianópolis.
No masculino Mckenzie já demostrava estar em um daqueles dias ao abrir mais de três minutos na natação e com isso quebrar o recorde com 42min26s liderando até o fim da disputa e também quebrar o recorde de 2001 de 8h11min10s do argentino quarto colocado Eduardo Sturla .”Foi a melhor experiência da minha vida. Já senti que estava bem desde o começo, a temperatura ajudou bastante também” falou o campeão.
O argentino Oscar Galindez foi o segundo a entregar a bike com uma diferença de pouco mais de dois minutos, mas não suportou o ritmo imposto por ele mesmo na corrida e acabou em quinto. O conterrâneo de Oscar, Ezequiel Morales foi o quarto a entregar a bike e mais uma vez mostrou a força de sua corrida e na segunda metade da maratona já era o segundo colocado.
Uma das promessas de vitória pela primeira vez em Florianópolis, Reinaldo Colucci não se sentiu bem na segunda volta de natação e abandonou a prova por volta do quilômetro 150 do ciclismo. “Comecei a sentir uma forte dor aguda no glúteo esquerdo na segunda volta da natação e já vi que hoje não era o meu dia, mesmo assim tentei chegar até aonde dava”.
Entre as mulheres a atual campeã Dede Griesbauer liderou a etapa de natação e se manteve assim até o início da maratona, quando perdeu a liderança para a canadense Tereza Macel que estava perseguindo de perto desde o segunda volta de ciclismo. Tereza ficou só respondendo aos constantes ataques da americana Dede Griesbauer. Mas nos 10km finais Tereza mostrou que estava bem e com isso aumentou o ritmo para abrir quase 6 minutos sobre Dede.
“Eu tive que fazer muita força para alcançar a Dede, ela conhece bem aqui e eu sabia que se quisesse vencer hoje teria que andar o tempo todo no meu limite”.
Resultados
Masculino
1- Luke Mckenzie (AUS) 8h7min38s
2- Ezequiel Morales (ARG) 8h12min43s
3- Santiago Ascenço (BRA) 8h18min32s
4- Eduardo Sturla (ARG) 8h20min24s
5- Oscar Gaindez (ARG) 8h32min59s
Feminino
1- Tereza Macel (CAN) 9h19min12s
2- Dede Griesbauer (EUA) 9h26min08s
3- Maria Soledad Omar (ARG) 9h36min03s
4- Hillary Biscay (EUA) 9h44min38s
5- Donna Phelan (CAN) 9h44min45s
Foto: Carlos Rocha Por Rodrigo Cury
Condições favoráveis em todos os sentidos fizeram deste Ironman Brasil um dos mais rápidos da nossa história.
O australiano Luke Mckenzie e a tcheca naturalizada canadense fizeram uma prova impecável e conquistaram o título da décima edição do Ironman Brasil em Florianópolis.
No masculino Mckenzie já demostrava estar em um daqueles dias ao abrir mais de três minutos na natação e com isso quebrar o recorde com 42min26s liderando até o fim da disputa e também quebrar o recorde de 2001 de 8h11min10s do argentino quarto colocado Eduardo Sturla .”Foi a melhor experiência da minha vida. Já senti que estava bem desde o começo, a temperatura ajudou bastante também” falou o campeão.
O argentino Oscar Galindez foi o segundo a entregar a bike com uma diferença de pouco mais de dois minutos, mas não suportou o ritmo imposto por ele mesmo na corrida e acabou em quinto. O conterrâneo de Oscar, Ezequiel Morales foi o quarto a entregar a bike e mais uma vez mostrou a força de sua corrida e na segunda metade da maratona já era o segundo colocado.
Uma das promessas de vitória pela primeira vez em Florianópolis, Reinaldo Colucci não se sentiu bem na segunda volta de natação e abandonou a prova por volta do quilômetro 150 do ciclismo. “Comecei a sentir uma forte dor aguda no glúteo esquerdo na segunda volta da natação e já vi que hoje não era o meu dia, mesmo assim tentei chegar até aonde dava”.
Entre as mulheres a atual campeã Dede Griesbauer liderou a etapa de natação e se manteve assim até o início da maratona, quando perdeu a liderança para a canadense Tereza Macel que estava perseguindo de perto desde o segunda volta de ciclismo. Tereza ficou só respondendo aos constantes ataques da americana Dede Griesbauer. Mas nos 10km finais Tereza mostrou que estava bem e com isso aumentou o ritmo para abrir quase 6 minutos sobre Dede.
“Eu tive que fazer muita força para alcançar a Dede, ela conhece bem aqui e eu sabia que se quisesse vencer hoje teria que andar o tempo todo no meu limite”.
Resultados
Masculino
1- Luke Mckenzie (AUS) 8h7min38s
2- Ezequiel Morales (ARG) 8h12min43s
3- Santiago Ascenço (BRA) 8h18min32s
4- Eduardo Sturla (ARG) 8h20min24s
5- Oscar Gaindez (ARG) 8h32min59s
Feminino
1- Tereza Macel (CAN) 9h19min12s
2- Dede Griesbauer (EUA) 9h26min08s
3- Maria Soledad Omar (ARG) 9h36min03s
4- Hillary Biscay (EUA) 9h44min38s
5- Donna Phelan (CAN) 9h44min45s
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O HOMEM BALA
Prefontaine foi um dos mais rápidos corredores de todos os tempos; rápida também foi sua trajetória, encerrada precocemente por um acidente de carro, aos 24 anos.
Por Flávia Galembeck
Conhecido como Pre, apelido de família, Steve Roland Prefontaine conquistou seu lugar na história da corrida pelos seus resultados, pelo seu estilo irreverente e por seu amor e dedicação ao esporte.
Sua popularidade no começo da década de 70 se assemelhava a de astros do rock. O mesmo pode-se dizer de seu comportamento. Ele não chegou a quebrar quartos de hotel, mas comprou uma boa briga com a Amateur Athletic Union (AAU), instituição que regulamentava o atletismo nos EUA. E não levava exatamente uma vida espartana. Festas e bebidas faziam parte de seu cotidiano. Mas sua vida social não interferia em seu treinamento. Ele nunca faltou a um treino –e eram dois ao dia.
Em sua primeira corrida já como universitário, no ginásio Hawyard Field, em Eugene, Oregon, Pre criou um elo com a torcida. Era comum que nas primeiras voltas o público se dispersasse. Mas, já na largada, o empenho do calouro Prefontaine chamou a atenção dos espectadores. Na medida em que ele puxava o ritmo, o público correspondia chamando seu nome, o que o fazia acelerar ainda mais suas passadas. Era como se as pessoas ali entrassem em transe. Pre sabia como nenhum outro criar esse elo com a torcida. Ele incentivava e correspondia, amava e era amado. A cena se repetia a cada corrida de que ele participava.
De perdedor a vencedor
Se não fosse pela baixa estatura (1,75 m), ele poderia ter sido um jogador medíocre de basquete ou de futebol americano, esportes mais populares na época em sua cidade natal Coos Bay, Oregon, EUA, e não seria uma lenda na corrida.
Seu interesse por esportes despertou em 1966, quando ele ingressou na Marshfield High School, onde fez o ensino médio. Tentou ingressar nos times de basquete e de futebol, mas não conquistou uma vaga nem entre os reservas. Foi quando ouviu do técnico de atletismo Walter McClure que poderia correr e chegar na frente de seus colegas. Nesse mesmo ano, Pre se inscreveu na corrida estadual de cross-country no Oregon e chegou na 53ª colocação.
No ano seguinte, 1967, na mesma prova, foi o sexto a cruzar a linha de chegada. Apesar de ter surpreendido a todos com sua rápida evolução, Prefontaine não se deu por satisfeito pois sua meta era vencer o campeonato. Em 1968, não conseguiu se classificar para a estadual de cross-country devido a uma lesão, causada pelo excesso de treinamento. Para compensar, venceu todas as outras 11 competições de que participou.
No seu último ano na escola, 1969, quebrou o recorde dos jogos estudantis correndo duas milhas (3.218 metros) em 8min41s5. Em seguida, recebeu um bilhete do renomado técnico Bill Bowerman (co-fundador da Nike) dizendo que se ele fosse para a Universidade do Oregon, poderia ser o melhor corredor do mundo. Prefontaine foi.
Go Ducks!
Na Universidade do Oregon, onde ficou de 1969 a 1973, conquistou sete títulos da National Collegiate Athletic Association (NCAA), sendo três no cross-country (em 1970, 1971 e 1973), e quatro nas três milhas em trilha (4.827 metros), de 1970 a 1973 – o primeiro estudante universitário daquele país a conquistar a façanha em pista e, o segundo, no cross-country.
Ainda na universidade, estabeleceu o recorde norte-americano nos 5.000 m, feito que o levaria aos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, sua única participação nas Olimpíadas.
Aos 21 anos, o velocista era o mais jovem competidor dos 5.000 m. Nos 3.339 m (duas milhas), Prefontaine conquistou a liderança da prova e conseguiu mantê-la por mais mil metros. Faltando 600 metros para a chegada, foi ultrapassado pelo finlandês Lasse Viren. Em seguida, pelo tunisiano Mohamed Gammoudi e pelo escocês Ian Stewart (este o ultrapassou a dez metros da linha de chegada) e, com a quarta colocação, Pre não subiu ao pódio. Sua esperança era ter uma segunda chance nas Olimpíadas de 1976, em Montreal. Ele ficou devastado por não ter subido ao pódio. “Ele ficou quieto por meses depois das Olimpíadas, não se dedicava tanto aos treinos, passou a beber mais, muitas vezes abrindo as primeiras latas de cerveja ainda pela manhã. Sua personalidade mudou dramaticamente. Confesso que passei a gostar mais dele”, conta Steve Bence, colega de faculdade.
Rebelde com causa
Na época, a Amateur Athletic Union (AAU) regulamentava os esportes e os esportistas nos EUA. Para participar de competições no exterior, os atletas precisavam de autorização da instituição. O problema é que a AAU também gerenciava (e lucrava) com as provas nos EUA.
Prefontaine recebia da instituição US$ 60 mensais. Ele brigava pelo direito dos atletas escolherem as provas de que iriam participar, de receberem ajuda dos promotores internacionais no custeio das despesas relacionadas às viagens e ajuda da instituição no custeio dos treinos. Um exemplo da briga aconteceu em 1971. O Pan Am Games aconteceu na Colômbia. Alguns atletas queriam competir na Europa, que oferecia uma compensação financeira. Para a AAU era ou o Pan Am Games ou nada. Contrariado, Pre foi e venceu os 5.000 m da competição.
Para se sustentar, Prefontaine trabalhava como bartender meio-período em um bar e em 1974, ele se tornou o primeiro atleta a ser patrocinado pela Nike.
Acidente fatal
Steve Bence, hoje com 55 anos, foi colega de faculdade de Prefontaine e também participou da competição de 5 km na Hawyard Field, em Eugene, Oregon, a última de Pre, em 29 de maio de 1975. Bence conversou por e-mail com a O2 e assim relata aquele dia.
“Prefontaine venceu a corrida no ginásio da universidade onde estudamos. A vitória ali tinha um gosto especial e apenas três vezes em que competiu ali ele não foi o vencedor. Entre seus conterrâneos, colegas, amigos e pais, ele comemorou com várias voltas no ginásio. Depois de assinar muitos autógrafos, Pre foi até o apartamento que eu dividia com Mark Feig para tomar banho. Depois, nós três seguimos para a premiação. Ali, ele encontrou a namorada, Nancy Allman. O casal parou em um bar para tomar algumas cervejas e depois, por volta das 22h, seguiu para uma festa na casa de Geoff Hollister, onde bebeu seis cervejas em um intervalo de duas horas. Por volta da meia-noite, Pre, Nancy e mais um amigo do casal, Frank Shorter, foram embora. Passaram pelo ginásio, onde Nancy pegou seu carro. Pre deixou Shorter em casa e seguiu para Coos Bay. A estrada era familiar, afinal, ele fez esse caminho diariamente enquanto era estudante universitário. Na parte de baixo do Skyline Boulevard, em Eugene, na interseção com a Birch Lane, há uma curva acentuada. Pre dirigia um carro esportivo, um MGB 1973. Ele passou pelo cruzamento, perdeu o controle na curva e bateu em uma parede de rocha. Não há indícios de que ele estivesse em alta velocidade, mas ele não usava cinto de segurança. Segundo a polícia, ele não morreu instantaneamente, mas sufocado pelo peso do carro em seu peito. O teor alcoólico em seu sangue era de 0,16%. O percentual máximo permitido no estado era de 0,10%. No local foi feito um espécie de memorial e há uma placa sinalizando o local onde o carro bateu”
Aos 24 anos, na madrugada de 30 de maio de 1975, morreu Steve Prefontaine.
Na pequena Coos Bay, cidade de pouco mais de 15 mil habitantes no estado norte-americano de Oregon, no noroeste dos EUA, há 27 anos é realizada a Prefontaine Memorial Run, corrida de 10 km organizada pela escola onde ele estudou. O trajeto passa por uma das trilhas em que o corredor costumava treinar e termina na escola. A prova é disputada em 16 de setembro.
Mais informações, acesse o www.prefontainerun.com
A arte imita a vida
O corredor inspirou dois filmes: “Prefontaine”, que em português é “Prefontaine- Um Nome sem Limites”, lançado em 1997 e distribuído pela Buena Vista, e “Without Limits”, traduzido para português como “Prova de Fogo”, da Warner, lançado em 1998.
Por que virou lenda?
• Era uma das esperanças americanas para as Olimpíadas de Montreal-1976, mas morreu tragicamente no auge da carreira
• Estabeleceu 14 recordes de pista norte-americanos
• Correu 5 km em menos de 13min30s nove vezes
• Quebrou a marca dos quatro minutos por milha (1.609 metros) oito vezes
• Venceu 82 dos 102 eventos outdoor de que participou entre 1970 e 1975, em distâncias que variaram de uma milha a 10 km
• Ocupou o primeiro lugar no pódio quatro vezes nas três milhas (5 mil metros) e três vezes no campeonato NCAA de cross-country
• Foi o primeiro em todas as provas três milhas da AAU entre 1971 e 1973
• Foi o mais rápido nos cinco mil metros dos Jogos Pan Am em 1971
• Venceu as classificatórias dos cinco mil metros para os Jogos Olímpicos em 1975
• Ele correu uma milha (1.609 metros) em 3min54s6, dois quilômetros em 5min06s2 e duas milhas (3.218 metros) em 8min19s4, três quilômetros em 7min44s2, cinco quilômetros em 13min22s4, e seis milhas (9.654 metros) em 27min09s4
Por Flávia Galembeck
Conhecido como Pre, apelido de família, Steve Roland Prefontaine conquistou seu lugar na história da corrida pelos seus resultados, pelo seu estilo irreverente e por seu amor e dedicação ao esporte.
Sua popularidade no começo da década de 70 se assemelhava a de astros do rock. O mesmo pode-se dizer de seu comportamento. Ele não chegou a quebrar quartos de hotel, mas comprou uma boa briga com a Amateur Athletic Union (AAU), instituição que regulamentava o atletismo nos EUA. E não levava exatamente uma vida espartana. Festas e bebidas faziam parte de seu cotidiano. Mas sua vida social não interferia em seu treinamento. Ele nunca faltou a um treino –e eram dois ao dia.
Em sua primeira corrida já como universitário, no ginásio Hawyard Field, em Eugene, Oregon, Pre criou um elo com a torcida. Era comum que nas primeiras voltas o público se dispersasse. Mas, já na largada, o empenho do calouro Prefontaine chamou a atenção dos espectadores. Na medida em que ele puxava o ritmo, o público correspondia chamando seu nome, o que o fazia acelerar ainda mais suas passadas. Era como se as pessoas ali entrassem em transe. Pre sabia como nenhum outro criar esse elo com a torcida. Ele incentivava e correspondia, amava e era amado. A cena se repetia a cada corrida de que ele participava.
De perdedor a vencedor
Se não fosse pela baixa estatura (1,75 m), ele poderia ter sido um jogador medíocre de basquete ou de futebol americano, esportes mais populares na época em sua cidade natal Coos Bay, Oregon, EUA, e não seria uma lenda na corrida.
Seu interesse por esportes despertou em 1966, quando ele ingressou na Marshfield High School, onde fez o ensino médio. Tentou ingressar nos times de basquete e de futebol, mas não conquistou uma vaga nem entre os reservas. Foi quando ouviu do técnico de atletismo Walter McClure que poderia correr e chegar na frente de seus colegas. Nesse mesmo ano, Pre se inscreveu na corrida estadual de cross-country no Oregon e chegou na 53ª colocação.
No ano seguinte, 1967, na mesma prova, foi o sexto a cruzar a linha de chegada. Apesar de ter surpreendido a todos com sua rápida evolução, Prefontaine não se deu por satisfeito pois sua meta era vencer o campeonato. Em 1968, não conseguiu se classificar para a estadual de cross-country devido a uma lesão, causada pelo excesso de treinamento. Para compensar, venceu todas as outras 11 competições de que participou.
No seu último ano na escola, 1969, quebrou o recorde dos jogos estudantis correndo duas milhas (3.218 metros) em 8min41s5. Em seguida, recebeu um bilhete do renomado técnico Bill Bowerman (co-fundador da Nike) dizendo que se ele fosse para a Universidade do Oregon, poderia ser o melhor corredor do mundo. Prefontaine foi.
Go Ducks!
Na Universidade do Oregon, onde ficou de 1969 a 1973, conquistou sete títulos da National Collegiate Athletic Association (NCAA), sendo três no cross-country (em 1970, 1971 e 1973), e quatro nas três milhas em trilha (4.827 metros), de 1970 a 1973 – o primeiro estudante universitário daquele país a conquistar a façanha em pista e, o segundo, no cross-country.
Ainda na universidade, estabeleceu o recorde norte-americano nos 5.000 m, feito que o levaria aos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, sua única participação nas Olimpíadas.
Aos 21 anos, o velocista era o mais jovem competidor dos 5.000 m. Nos 3.339 m (duas milhas), Prefontaine conquistou a liderança da prova e conseguiu mantê-la por mais mil metros. Faltando 600 metros para a chegada, foi ultrapassado pelo finlandês Lasse Viren. Em seguida, pelo tunisiano Mohamed Gammoudi e pelo escocês Ian Stewart (este o ultrapassou a dez metros da linha de chegada) e, com a quarta colocação, Pre não subiu ao pódio. Sua esperança era ter uma segunda chance nas Olimpíadas de 1976, em Montreal. Ele ficou devastado por não ter subido ao pódio. “Ele ficou quieto por meses depois das Olimpíadas, não se dedicava tanto aos treinos, passou a beber mais, muitas vezes abrindo as primeiras latas de cerveja ainda pela manhã. Sua personalidade mudou dramaticamente. Confesso que passei a gostar mais dele”, conta Steve Bence, colega de faculdade.
Rebelde com causa
Na época, a Amateur Athletic Union (AAU) regulamentava os esportes e os esportistas nos EUA. Para participar de competições no exterior, os atletas precisavam de autorização da instituição. O problema é que a AAU também gerenciava (e lucrava) com as provas nos EUA.
Prefontaine recebia da instituição US$ 60 mensais. Ele brigava pelo direito dos atletas escolherem as provas de que iriam participar, de receberem ajuda dos promotores internacionais no custeio das despesas relacionadas às viagens e ajuda da instituição no custeio dos treinos. Um exemplo da briga aconteceu em 1971. O Pan Am Games aconteceu na Colômbia. Alguns atletas queriam competir na Europa, que oferecia uma compensação financeira. Para a AAU era ou o Pan Am Games ou nada. Contrariado, Pre foi e venceu os 5.000 m da competição.
Para se sustentar, Prefontaine trabalhava como bartender meio-período em um bar e em 1974, ele se tornou o primeiro atleta a ser patrocinado pela Nike.
Acidente fatal
Steve Bence, hoje com 55 anos, foi colega de faculdade de Prefontaine e também participou da competição de 5 km na Hawyard Field, em Eugene, Oregon, a última de Pre, em 29 de maio de 1975. Bence conversou por e-mail com a O2 e assim relata aquele dia.
“Prefontaine venceu a corrida no ginásio da universidade onde estudamos. A vitória ali tinha um gosto especial e apenas três vezes em que competiu ali ele não foi o vencedor. Entre seus conterrâneos, colegas, amigos e pais, ele comemorou com várias voltas no ginásio. Depois de assinar muitos autógrafos, Pre foi até o apartamento que eu dividia com Mark Feig para tomar banho. Depois, nós três seguimos para a premiação. Ali, ele encontrou a namorada, Nancy Allman. O casal parou em um bar para tomar algumas cervejas e depois, por volta das 22h, seguiu para uma festa na casa de Geoff Hollister, onde bebeu seis cervejas em um intervalo de duas horas. Por volta da meia-noite, Pre, Nancy e mais um amigo do casal, Frank Shorter, foram embora. Passaram pelo ginásio, onde Nancy pegou seu carro. Pre deixou Shorter em casa e seguiu para Coos Bay. A estrada era familiar, afinal, ele fez esse caminho diariamente enquanto era estudante universitário. Na parte de baixo do Skyline Boulevard, em Eugene, na interseção com a Birch Lane, há uma curva acentuada. Pre dirigia um carro esportivo, um MGB 1973. Ele passou pelo cruzamento, perdeu o controle na curva e bateu em uma parede de rocha. Não há indícios de que ele estivesse em alta velocidade, mas ele não usava cinto de segurança. Segundo a polícia, ele não morreu instantaneamente, mas sufocado pelo peso do carro em seu peito. O teor alcoólico em seu sangue era de 0,16%. O percentual máximo permitido no estado era de 0,10%. No local foi feito um espécie de memorial e há uma placa sinalizando o local onde o carro bateu”
Aos 24 anos, na madrugada de 30 de maio de 1975, morreu Steve Prefontaine.
Na pequena Coos Bay, cidade de pouco mais de 15 mil habitantes no estado norte-americano de Oregon, no noroeste dos EUA, há 27 anos é realizada a Prefontaine Memorial Run, corrida de 10 km organizada pela escola onde ele estudou. O trajeto passa por uma das trilhas em que o corredor costumava treinar e termina na escola. A prova é disputada em 16 de setembro.
Mais informações, acesse o www.prefontainerun.com
A arte imita a vida
O corredor inspirou dois filmes: “Prefontaine”, que em português é “Prefontaine- Um Nome sem Limites”, lançado em 1997 e distribuído pela Buena Vista, e “Without Limits”, traduzido para português como “Prova de Fogo”, da Warner, lançado em 1998.
Por que virou lenda?
• Era uma das esperanças americanas para as Olimpíadas de Montreal-1976, mas morreu tragicamente no auge da carreira
• Estabeleceu 14 recordes de pista norte-americanos
• Correu 5 km em menos de 13min30s nove vezes
• Quebrou a marca dos quatro minutos por milha (1.609 metros) oito vezes
• Venceu 82 dos 102 eventos outdoor de que participou entre 1970 e 1975, em distâncias que variaram de uma milha a 10 km
• Ocupou o primeiro lugar no pódio quatro vezes nas três milhas (5 mil metros) e três vezes no campeonato NCAA de cross-country
• Foi o primeiro em todas as provas três milhas da AAU entre 1971 e 1973
• Foi o mais rápido nos cinco mil metros dos Jogos Pan Am em 1971
• Venceu as classificatórias dos cinco mil metros para os Jogos Olímpicos em 1975
• Ele correu uma milha (1.609 metros) em 3min54s6, dois quilômetros em 5min06s2 e duas milhas (3.218 metros) em 8min19s4, três quilômetros em 7min44s2, cinco quilômetros em 13min22s4, e seis milhas (9.654 metros) em 27min09s4
ESTOU DE VOLTA
Devido a problemas de saúde e trabalho, me ausentei mais um vez deste espaço em que quero compartir experiências, notícias e informações do mundo do fitness, triathlon, corrida, ciclismo e outro esportes. espero estar mais presente nos próximos dias e poder atualizar semanalmente o blog. Um abraço do FABIANO.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
CORPINHO PERFEITO
Veja como a corrida pode ajudar a diminuir as celulites, uma das maiores inimigas das mulheres
Maurício Belfante
Qual mulher não se preocupa com a celulite? Esse problema que afeta, principalmente, a ala feminina, tem solução. E para quem ainda não sofre com esses pequenos incômodos, formas preventivas para que ela não apareça de surpresa também podem ser usadas.
A celulite está diretamente ligada ao estrógeno, hormônio feminino que também aparece, em pouca quantidade, nos homens. Ela se cria a partir de uma inflamação no tecido cutâneo, alterando a microcirculação da pele e da gordura, sendo assim, causando as ondulações cutâneas.
E alguns locais do corpo podem ser mais propícios a terem celulite do que outros, como explica a Dra. Patrícia Nakahoto, dermatologista. “Existem vários locais, como a coxa, a parte do glúteo, abdômen, chegando a aparecer até nos braços”, diz a dermatologista, que completa. “A celulite aparece devido as alterações nos vasos linfáticos, hipertensão hídrica, obstruções da drenagem da pele e pela flacidez que se encontra na sua superfície”.
Além do estrógeno, alguns motivos também contribuem para o aparecimento da celulite nas mulheres, como explica o dermatologista Fábio Rebucci. “Devido a tendências genéticas e aos hábitos de vida, as mulheres acabam tendo uma incidência maior de celulite, que é uma grande preocupação para a sociedade feminina”, diz Rebucci.
Contribuição da corrida
A prática de um esporte como a corrida pode ter uma grande contribuição para a eliminação das celulites. Aliado a outros tratamentos e a hábitos saudáveis, o esporte ajuda também na prevenção deste problema.
“Os exercícios deixam a pele esticada, trazendo cada dia menos probabilidade de desenvolvimento da celulite. A corrida não é o principal meio de diminuir este problema, mas ajuda indiretamente”, afirma Patrícia.
“A prática de uma atividade aeróbica, como a corrida, ajuda na circulação sanguínea, o que contribui para a prevenção e na diminuição deste mal”, completa Rebucci.
Alimentação
A alimentação influi diretamente no aparecimento da celulite. Uma alimentação mais saudável se faz necessária para no processo de eliminação da celulite.
“A diminuição do sal, carboidratos, principalmente na parte da noite, onde se encontra o acumulo de açúcar desnecessário, é uma das ajudas contra a celulite. Comidas ricas em proteína são bastante indicadas, como a clara do ovo, peito de frango, alcatra e salmão”, disse Rebucci.
Prevenção
Através de medicações, drenagem linfática e radiofreqüência, aliando-os também a exercícios aeróbicos e alimentação saudável, a celulite pode ser prevenida, ou até mesmo cuidada para que não evolua.
O “efeito sanfona”, quando se engorda e emagrece muitas vezes, pode acabar causando celulite em grande proporção. A sua prevenção, além dos métodos já ditos, deve ser na paralisação desse efeito que pode trazer muitos problemas na saúde, incluindo a celulite.
Maurício Belfante
Qual mulher não se preocupa com a celulite? Esse problema que afeta, principalmente, a ala feminina, tem solução. E para quem ainda não sofre com esses pequenos incômodos, formas preventivas para que ela não apareça de surpresa também podem ser usadas.
A celulite está diretamente ligada ao estrógeno, hormônio feminino que também aparece, em pouca quantidade, nos homens. Ela se cria a partir de uma inflamação no tecido cutâneo, alterando a microcirculação da pele e da gordura, sendo assim, causando as ondulações cutâneas.
E alguns locais do corpo podem ser mais propícios a terem celulite do que outros, como explica a Dra. Patrícia Nakahoto, dermatologista. “Existem vários locais, como a coxa, a parte do glúteo, abdômen, chegando a aparecer até nos braços”, diz a dermatologista, que completa. “A celulite aparece devido as alterações nos vasos linfáticos, hipertensão hídrica, obstruções da drenagem da pele e pela flacidez que se encontra na sua superfície”.
Além do estrógeno, alguns motivos também contribuem para o aparecimento da celulite nas mulheres, como explica o dermatologista Fábio Rebucci. “Devido a tendências genéticas e aos hábitos de vida, as mulheres acabam tendo uma incidência maior de celulite, que é uma grande preocupação para a sociedade feminina”, diz Rebucci.
Contribuição da corrida
A prática de um esporte como a corrida pode ter uma grande contribuição para a eliminação das celulites. Aliado a outros tratamentos e a hábitos saudáveis, o esporte ajuda também na prevenção deste problema.
“Os exercícios deixam a pele esticada, trazendo cada dia menos probabilidade de desenvolvimento da celulite. A corrida não é o principal meio de diminuir este problema, mas ajuda indiretamente”, afirma Patrícia.
“A prática de uma atividade aeróbica, como a corrida, ajuda na circulação sanguínea, o que contribui para a prevenção e na diminuição deste mal”, completa Rebucci.
Alimentação
A alimentação influi diretamente no aparecimento da celulite. Uma alimentação mais saudável se faz necessária para no processo de eliminação da celulite.
“A diminuição do sal, carboidratos, principalmente na parte da noite, onde se encontra o acumulo de açúcar desnecessário, é uma das ajudas contra a celulite. Comidas ricas em proteína são bastante indicadas, como a clara do ovo, peito de frango, alcatra e salmão”, disse Rebucci.
Prevenção
Através de medicações, drenagem linfática e radiofreqüência, aliando-os também a exercícios aeróbicos e alimentação saudável, a celulite pode ser prevenida, ou até mesmo cuidada para que não evolua.
O “efeito sanfona”, quando se engorda e emagrece muitas vezes, pode acabar causando celulite em grande proporção. A sua prevenção, além dos métodos já ditos, deve ser na paralisação desse efeito que pode trazer muitos problemas na saúde, incluindo a celulite.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
POSTURA CORRETA
Acompanhe as dicas do treinador Kim Cordeiro para economizar energia durante os treinamentos e provas
Por Kim Cordeiro e Daiana Gamboa*
Para muitos, correr é apenas colocar um pé após o outro, não esquecendo de alterná-los. Porém, a atenção com uma postura adequada é importante para uma melhor eficiência mecânica, o que permite uma maior economia de energia para o movimento realizado.
Conforme a distância e a velocidade aumentam, pequenos erros na postura ficam mais evidentes e, com isso, causam maior desperdício de energia, o que pode levar a uma fadiga precoce. Para uma melhor eficiência mecânica é necessário analisar a mecânica dos pés à cabeça, levando em consideração a individualidade biológica de cada um.
Todos nós gostaríamos de correr como o Marílson Gomes dos Santos, ou Franck Caldeira, mas como isso é para poucos, vou dar algumas dicas que podem fazer você melhorar segundos preciosos na sua próxima corrida.
Para uma melhor eficiência da respiração, amplitude e frequência da passada, é necessário que o corredor mantenha a postura ereta, ou seja tronco reto e cabeça olhando sempre para frente.
Pés – Procure usar totalmente os pés, do tornozelo até a região central do pé, pois à medida que ocorre a transição do peso do corpo sobre o pé (movimento de pêndulo), o corredor terá uma propulsão maior na fase área da corrida.
Tornozelos – Mantenha-o relaxado, para uma transição suave do peso do corpo sobre o pé e também para diminuir o impacto do solo sobre as articulações, como tornozelo, joelho e quadril.
Joelhos – Durante as passadas erga o joelho, pois isso irá proporcionar um melhor movimento de pêndulo durante a corrida e com isso maior propulsão e menor impacto sobre o solo.
Braços – Os braços e as pernas devem se movimentar no mesmo ritmo, para manter o equilíbrio dinâmico da corrida, eles devem estar soltos e relaxados, mas não devem ultrapassar a linha medial do corpo.
Cotovelos – Os cotovelos devem estar flexionados, porém soltos, sem fazer força, para poderem permitir um movimento de pêndulo perfeito dos braços, pois os braços e as pernas devem estar no mesmo ritmo.
Ombros – Para um perfeito movimento de pêndulo e os braços acompanharem o ritmo das pernas, os ombros devem estar soltos, relaxados e paralelos ao solo.
Cabeça – A cabeça é fundamental para a postura correta, mantenha o olhar para frente em direção ao horizonte, mantendo essa postura fica mais fácil manter os ombros, braços, joelhos e os pés atuando de maneira correta.
Boa Corrida!
Por Kim Cordeiro e Daiana Gamboa*
Para muitos, correr é apenas colocar um pé após o outro, não esquecendo de alterná-los. Porém, a atenção com uma postura adequada é importante para uma melhor eficiência mecânica, o que permite uma maior economia de energia para o movimento realizado.
Conforme a distância e a velocidade aumentam, pequenos erros na postura ficam mais evidentes e, com isso, causam maior desperdício de energia, o que pode levar a uma fadiga precoce. Para uma melhor eficiência mecânica é necessário analisar a mecânica dos pés à cabeça, levando em consideração a individualidade biológica de cada um.
Todos nós gostaríamos de correr como o Marílson Gomes dos Santos, ou Franck Caldeira, mas como isso é para poucos, vou dar algumas dicas que podem fazer você melhorar segundos preciosos na sua próxima corrida.
Para uma melhor eficiência da respiração, amplitude e frequência da passada, é necessário que o corredor mantenha a postura ereta, ou seja tronco reto e cabeça olhando sempre para frente.
Pés – Procure usar totalmente os pés, do tornozelo até a região central do pé, pois à medida que ocorre a transição do peso do corpo sobre o pé (movimento de pêndulo), o corredor terá uma propulsão maior na fase área da corrida.
Tornozelos – Mantenha-o relaxado, para uma transição suave do peso do corpo sobre o pé e também para diminuir o impacto do solo sobre as articulações, como tornozelo, joelho e quadril.
Joelhos – Durante as passadas erga o joelho, pois isso irá proporcionar um melhor movimento de pêndulo durante a corrida e com isso maior propulsão e menor impacto sobre o solo.
Braços – Os braços e as pernas devem se movimentar no mesmo ritmo, para manter o equilíbrio dinâmico da corrida, eles devem estar soltos e relaxados, mas não devem ultrapassar a linha medial do corpo.
Cotovelos – Os cotovelos devem estar flexionados, porém soltos, sem fazer força, para poderem permitir um movimento de pêndulo perfeito dos braços, pois os braços e as pernas devem estar no mesmo ritmo.
Ombros – Para um perfeito movimento de pêndulo e os braços acompanharem o ritmo das pernas, os ombros devem estar soltos, relaxados e paralelos ao solo.
Cabeça – A cabeça é fundamental para a postura correta, mantenha o olhar para frente em direção ao horizonte, mantendo essa postura fica mais fácil manter os ombros, braços, joelhos e os pés atuando de maneira correta.
Boa Corrida!
terça-feira, 20 de abril de 2010
ACELERE SEU METABOLISMO

Alimentação adequada, atividade física e ganho de massa muscular contribuem para que o organismo gaste mais calorias mesmo quando não está se exercitando
Por Maurício Belfante
É fácil encontrar pessoas que com muita dedicação não conseguem emagrecer quase nada no período. Uma das explicações para essa situação é devido a aceleração do metabolismo, que quando lento, tem mais dificuldade em perder as gorduras localizadas.
Mas ao contrário do que muitos pensam, é possível reverter essa situação e dar uma acelerada no próprio metabolismo, perdendo assim mais calorias e gorduras durante todo o dia.
Para aumentar a velocidade que o organismo trabalha, o indivíduo cujo organismo é mais lento deve se preocupar ainda mais com os alimentos e exercícios físicos, e a atenção a cada detalhe deve ser redobrada. Aliando esses dois conceitos, o corpo perde gordura durante todo o dia, trazendo grandes benefícios na saúde e na estética.
Alimentação balanceada
Não é possível emagrecer de uma forma saudável pulando as refeições do dia ou sobrevivendo apenas dietas milagrosas. É importante que a alimentação esteja sempre balanceada conforme indicação de um nutricionista, para que se tenha energia a todo instante e que ela seja gasta da melhor maneira possível: em exercícios físicos.
Existem alimentos que podem auxiliar nesse processo de aceleração do metabolismo humano, como a salsinha, a maçã, a canela e o gengibre.
Mesmo não querendo, a partir dos 28 anos as pessoas já começam a ter sua aceleração do metabolismo diminuída. Isso explica a grande quantidade de adultos acima dos 40 anos de idade com maiores problemas de obesidade. Para não sofrer tanto com a “lentidão” do organismo, a nutricionista Ana Paula Souza, da Clínica de Nutrição Santé, dá a dica.
“Além de ter uma boa alimentação, as pessoas devem ter uma pausa entre as refeições de 3 horas, comendo algo que seja útil para a saúde, deixando de lado alguns beliscos nesse meio tempo e compromete toda a meta planejada”, argumenta.
Atividades físicas
A atividade física sempre foi uma das melhores maneira de perder aquela gordurinha localizada e já auxiliou muitas pessoas a chegarem no peso que sempre desejaram. Com a ajuda de uma alimentação balanceada, perder peso pode ficar mais fácil
A realização de exercícios aeróbios como a corrida é essencial para quem busca uma vida mais saudável. Enquanto o corpo se mantém em movimento, mais caloria se perde, ou seja, mais se emagrece.
Além dos exercícios aeróbios, fazer musculação é também muito importante, já que é ali que ocorre a troca da gordura por músculos, além da aceleração do metabolismo.
“É necessário ter bastante disciplina para poder emagrecer de uma forma saudável. Deve ocorrer três a quatro treinamentos na semana, com no mínimo uma hora de duração, podendo o atleta realizar tanto exercícios aeróbicos quanto a própria musculação”, afirma Enzo Amato, diretor técnico da Enzo Amato Assessoria Esportiva.
RETORNO AO BLOG - TOMANDO AR
Andei um pouco afastado do blog devido ao trabalho e alguns compromissos para ontem, mas prometo que a partir de hoje postarei diariamente o que acontece de novidade no mundo da atividade física e, em especial da "corrida de rua". Um abraço e espero ter a companhia de vocês que passam para dar uma olhada no blog e que também podem ser futuros seguidores do blog, com comentários e críticas a respeito dos artigos que forem apresentados.
domingo, 4 de abril de 2010
O NEGRO QUE PEITOU HITLER

Jesse Owens não se abateu pelo preconceito racial, levou quatro ouros nas Olimpíadas de Berlim e fez o líder nazista se retirar do Estádio Olímpico em 1936
Por Nanna Pretto
O objetivo dos Jogos Olímpicos de 1936, na Alemanha, era muito mais do que a disputa pelas medalhas de ouro. Naquela época, importava mais a Adolph Hitler demonstrar ao mundo a superioridade da raça ariana, a raça pura, segundo ele. Os alemães só não contavam com o desempenho dos negros americanos. Das 14 medalhas de ouro conquistadas pelos Estados Unidos no atletismo, nove vinham de vitórias negras. Destas, quatro foram mérito de Jesse Owens, atleta nascido no Alabama, que fez Hitler abandonar o Estádio Olímpico, após subir no primeiro lugar do pódio pela terceira vez.
Owens ficou com ouro nos 100 m, 200 m e no revezamento 4 x 100 m. Além disso, teve o primeiro lugar no salto em distância. Pior do que cumprimentar um negro era vê-lo desbancando os alemães. Sim, na conquista do ouro no salto em distância, Owens deixou para trás o alemão Lutz Long, o maior de todos os saltadores em distância da Europa na época. Após a vitória nos 100 m, o terceiro ouro de Owens, o líder nazista deixou o estádio para não cumprimentá-lo.
Apenas nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, o atleta Carl Lewis conseguiu igualar o feito de Owens conquistando para os EUA quatro medalhas de ouro.
Após as conquistas de Owens, as pessoas em Berlim rejeitaram a publicidade nazista e fizeram do negro americano o herói dos Jogos Olímpicos. Em determinados momentos, durante as competições, Hitler, reconhecendo a óbvia superioridade atlética demonstrada por Owens, o chamou de “criado africano dos americanos”, porque ele não aceitava que um não-alemão pudesse possuir tantas qualidades físicas. Ainda mais quando se tratava de alguém da “sub-raça”, como o tirano se referia aos negros. Para Hitler, eles estavam apenas um degrau acima dos judeus. A resposta de Owens às afrontas nazistas veio com vitórias, em especial no salto em distância, quando estabeleceu a marca de 8,06 m, derrotando o alemão Lutz Long e fazendo Hitler abandonar o cenário olímpico.
Ovacionado por mais de 110 mil pessoas em Berlim e parado na rua para dar autógrafos, Owens não sofreu preconceito apenas na Alemanha nazista. Também nos EUA os negros não tinham os mesmo direitos dos brancos.
“Quando eu voltei para minha terra natal, apesar de todas as histórias sobre Hitler, eu não podia entrar no ônibus pela porta da frente e também não podia morar no lugar que eu queria. Eu não fui convidado a apertar as mãos de Hitler, mas também não fui à Casa Branca para apertar as mãos do presidente do meu país”, desabafou na época.
Neto de escravos
James Cleveland “Jesse” Owens, nasceu em 12 de setembro de 1913 na pequena cidade de Decatur, Alabama, mas mudou-se com a família para Cleveland, Ohio, aos 8 anos. Sétimo dos onze filhos de Henry e Emma Owens, JC era neto de escravos e filho de agricultores que pagavam o pedaço de terra com parte da colheita e produção familiar. O dinheiro era curto e o pai dele vivia sempre em busca de um emprego melhor. Ao chegar em Cleveland, JC foi matriculado em uma escola pública. No primeiro dia de aula, quando a professora lhe perguntou o nome, ela entendeu “Jesse”, em vez de JC. O “novo” nome pegou, e a partir daquele dia, o garoto passou a ser chamado de Jesse Owens.
A nova cidade não era bem aquilo que os pais de Owens esperavam e, por conta disso, o garoto fora obrigado a dividir o dia entre a escola e o trabalho. Ele foi entregador de mercadorias e auxiliar de sapateiro. Foi nessa época que Owens descobriu a corrida, esporte que mudaria a vida dele.
“Nós sempre nos divertimos muito. E nunca tivemos nenhum problema. Nós sempre comemos. O fato de a gente não ter um bife? E quem tinha bife?”, desabafou o campeão.
O talento de Owens foi descoberto por um professor de ginástica na escola. Quando o técnico Charlie Riley viu o desempenho do garoto nas pistas, logo o convidou para fazer parte do time de atletismo. Apesar de Owens não poder comparecer aos treinos após a aula, em função do trabalho de meio período, Riley se para ofereceu treinar o garoto pela manhã. Owens aceitou. “Toda manhã, assim como no Alabama, eu acordava com o sol, tomava café, até mesmo antes da minha mãe e irmãos acordarem e ia para a escola, no inverno, primavera e outono, tanto para correr como para saltar. Fazia isso pelo meu corpo e pelo meu técnico.”
“Eu sempre amei correr. É uma coisa que você faz por conta própria e tem total controle da situação. Você pode ir a qualquer direção, rápido ou devagar, brigando com o vento do jeito que você achar melhor.”
Disputa contra o preconceito
Muitas escolas e universidades tentaram recrutar Owens. A escolha foi pela Universidade de Ohio. Ali ele conheceu as mais bárbaras competições e não foi somente nas pistas. O preconceito racial, em 1933, era evidente, uma experiência difícil para um atleta iniciante. A Owens era solicitado que morasse fora do campus da faculdade, com outros afro-americanos. Quando viajava com o time, ele era obrigado a realizar as refeições em estabelecimentos destinados aos negros. O mesmo acontecia com os hotéis. Certa vez, um hotel para brancos aceitou hospedar os atletas negros. Desde que eles entrassem e saíssem pelas portas do fundo e usassem as escadas, em vez do elevador.
Como não tinha direito a bolsa de estudos, Owens usava, como sempre, tempo livre em empregos para se sustentar e a jovem esposa, Minnie Ruth Solomon. Foi ascensorista, garçom e trabalhou em livrarias. Todos os esforços valiam para poder praticar e cravar recordes nas competições.
“As batalhas que contam não são aquelas que trazem medalhas de ouro. O esforço é individual. A invisível, porém inevitável, luta que todos nós travamos é o que vale.”
Três recordes em 45min
Owens passou a semana que antecedeu as competições Big Ten, na cidade norte-americana Ann Arbor, do Estado de Michigan, em março de 1935, com uma forte dor nas costas em função de uma queda –ele rolou escada abaixo dias antes do evento. Técnicos e médicos questionavam se ele teria condições psicológicas de competir. Mas o atleta do Alabama recebeu os tratamentos necessários até o dia da prova e mostrou ao técnico Riley que ele estava bem para correr. A permissão foi apenas para as 100 jardas (91,44 m). Owens igualou o recorde mundial com o tempo de 9s4 e foi liberado por Riley para competir nas demais modalidades.
Assim, um ano antes de participar dos Jogos de Berlim, Owens estabeleceu mais três marcas mundiais, nas 220 jardas (em 20s3), 220 jardas com barreira (22s6) e salto em distância (8,13 m). Tudo em um intervalo de tempo de 45 minutos.
As Olimpíadas de Hitler
Após as conquistas universitárias, Owens percebeu que poderia ter sucesso no nível mais alto de competição. Assim, em 1936, lá estava o negro americano, na Alemanha, para participar dos Jogos Olímpicos de Berlim ou das “Olimpíadas de Hitler”, como ficaram conhecidas.
A organização foi a maior vitória dos alemães. O interesse nas Olimpíadas daquele ano era demonstrar a força do governo nazista. A imprensa, na época, relatou que o acontecimento foi fora do comum, acima do que foi visto em Los Angeles ou em quaisquer outros Jogos Olímpicos anteriores. Acima de tudo, as Olimpíadas de Hitler estavam ali para provar ao mundo que a raça ariana tinha o domínio. Mas Owens tinha outros planos. E ao fim dos Jogos, até fãs alemães clamavam pela vitória do negro americano.
“Por um instante, ao menos, eu fui a pessoa mais famosa do mundo.”
Jesse Owens foi o primeiro americano na história dos Jogos Olímpicos a ganhar quatro medalhas.
Após o grande mérito
“Quando voltei dos Jogos Olímpicos com minhas quatro medalhas, todas as pessoas batiam em minhas costas me cumprimentavam e queriam apertar minhas mãos. Mas ninguém veio me oferecer um emprego.”
Mesmo com o sucesso, a instabilidade financeira permanecia na família Owens. Infelizmente, naquela época, os Estados Unidos não ofereciam nenhuma ajuda de custo ao atleta, por causa de ele ser negro. Na tentativa de ajudar a família, Owens abandonou os estudos a um ano da formatura para correr profissionalmente. Por um período, ele competiu contra qualquer pessoa e até em disputas com cavalos, cachorros e motocicletas. A liga negra de beisebol sempre convidava Owens para competir contra cavalos puro-sangue em exibições especiais antes dos jogos.
Owens também aceitava convites para discursar em eventos públicos. De fato, ele era tão admirado que começou, por conta própria seus próprios eventos públicos ao abrir em empresa de relações públicas.
A Segunda Guerra Mundial (entre 1939 e 1945) interrompeu a carreira olímpica de Owens. Quando os Jogos voltaram a ser disputados em 1948 em Londres, ele, então com 35 anos, já não corria competitivamente mais.
Em 1976, Owens recebeu do presidente Gerald Ford a mais alta condecoração que um civil norte-americano pode ter: a Medalha da Liberdade. O negro que desbancou Hitler morreu no dia 31 de março de 1980, aos 66 anos, em Tucson, com complicações em função de um câncer no pulmão.
Do casamento com Ruth, em 1935, nasceram as três filhas, Gloria, Beverly e Marlene. Atualmente, Ruth e Marlene cuidam da Fundação Jesse Owens que presta assistência financeira e suporte a jovens carentes.
Os feitos da lenda
- Owens foi o primeiro americano na história olímpica a conseguir quatro medalhas de ouro em uma única olimpíada.
- destacou-se com a marca histórica de três recordes mundiais no intervalo de tempo de 45 minutos, no campeonato americano “Big Ten”.
- O recorde no salto em distância, com a marca de 8,13 m estabelecido no Big Ten permaneceu com Owens por 25 anos.
- Em junho de 2006 a NCAA anunciou Jesse Owens como o terceiro atleta de maior influencia para os estudantes esportistas. O jogador de beisebol Jackie Robinson e o tenista Arthur Ashe ocupam as duas primeiras posições.
::Ouros Olímpicos
Berlim, 1936 100 m 10s3
Berlim, 1936 200 m 20s7
Berlim, 1936 Salto em distância 8,06m
Berlim, 1936 4 x 100m 39s8
sábado, 3 de abril de 2010
SAIS MINERAIS

O corpo humano não perde apenas água pelo suor e a reposição destes minerais é muito importante para evitar a desidratação
Por Maurício Belfante
Existem inúmeros componentes externos e internos que auxiliam no rendimento da performance de um corredor. E um dos fatores principais é a presença de sais minerais no organismo, responsável pelo aproveitamento de energia no nosso corpo.
Os sais minerais são micronutrientes indispensáveis ao organismo, pois atuam na regulação do metabolismo corporal. Esses nutrientes, como o ferro, cálcio, potássio, zinco e sódio, desempenham várias tarefas no nosso organismo, como:
Estrutural: geram a estrutura da formação dos ossos, dentes e esqueleto, sendo fundamental desde o nascimento.
Funcional: participam na manutenção do ritmo cardíaco, na contratilidade muscular, condutividade neural, e no equilíbrio ácido básico do organismo.
Regulador: agem como parte importante das enzimas e dos hormônios que modificam e regulam a atividade celular.
“Os sais minerais são extremamente importantes para o funcionamento do organismo. Esses micronutrientes podem ser encontrados em vários alimentos, sendo que a água é seu principal carreador”, diz Priscila Di Ciero, nutricionista especialista em Nutrição Esportiva e Funcional.
Fator saúde
Os sais minerais têm uma ligação direta com a saúde do corpo. Quando eles estão descontrolados, com ausência ou quantidade superior do nível normal de algum micronutriente, o organismo acaba sofrendo.
Bons exemplos são o excesso de sódio no organismo em detrimento de potássio, que acaba levando à retenção de líquidos e até no aumento da pressão arterial. Deficiência de cálcio e outros minerais como o fósforo e magnésio levam à descalcificação óssea, aumentando o risco de osteoporose.
Atenção aos corredores
Os sais minerais quando estão balanceados podem ser uma grande aliada do corredor, mas, quando não está regulada, acaba afetando diretamente o atleta, que sente na pele os seus problemas.
Com o calor elevado no decorrer da corrida, o suor acaba retendo além de água, sais minerais, como sódio, cloreto e potássio, principais micronutrientes no controle da hidratação e da regulação da temperatura do corpo. “A perda de sais minerais só reforça o quão importante é tomar água antes, durante e depois da corrida, deixando esses nutrientes em equilíbrio”, afirma Priscila.
A quantidade de água a ser ingerida é relativa e cada atleta tem uma quantidade ideal, que pode ser calculada por um nutricionista esportivo.
Além da água, outros líquidos, como os isotônicos e a água de coco, também podem ser ingeridos com o fim de repor os sais minerais perdidos pelo suor durante as suas passadas. Por possuírem uma formulação parecida com o plasma, a absorção dos sais minerais acaba sendo mais ágil.
Porém, o seu uso deve ser cuidadoso. Consumir exageradamente os isotônicos sem fazer atividades físicas pode dar ao indivíduo um aumento de peso, por sua grande quantidade calórica.
O poder dos sais minerais
Cada micronutriente tem o seu papel no nosso organismo. Confira agora os principais sais minerais, suas funções e aonde ela pode ser encontrada.
Ferro
Componente fundamental na circulação sanguínea, tendo funções importantes na hemoglobina e no sistema respiratório. Pode ser encontrada em grandes quantidades nas carnes de frango e de porco.
Mesmo contendo grande quantidade de ferro, o feijão não consegue fornecer grandes quantidades do nutriente para o nosso corpo, que tem dificuldade em absorvê-lo.
Cálcio
Está presente na formação dos dentes e ossos, com papéis importantes também no sistema nervoso e muscular. É uma ótima fonte de energia quando combinada com o cálcio. É encontrado em legumes (brócolis e repolho), carne de peixe e em laticínios (leite, queijo, iogurte).
Potássio
Extremamente importante para a contração muscular e na transmissão nervosa. Sua deficiência pode trazer fraqueza muscular e fadiga. Está presente em frutas, carnes e nos alimentos derivados do leite.
Sódio
É o principal elemento para os corredores, já que tem importante papel na função da contração muscular. Na falta de sua reposição, pode acabar em hiponatremia, doença que atinge indivíduos com baixa fração de sódio na rede sanguínea. Já quando está em demasiado no organismo, pode causar hipertensão. Encontrado principalmente no sal e no azeite.
domingo, 28 de março de 2010
TPM NUNCA MAIS

A corrida pode ajudar a equilibrar mente e corpo.
Por Juliana Saporito
A aproximação do período menstrual pode significar tortura para muitas mulheres que sofrem com a TPM – Tensão Pré-Menstrual. Oscilações de humor, irritação, depressão, compulsão alimentar ou a total falta de apetite são alguns dos sintomas mais comuns, além das cólicas, dores nas mamas e crises de enxaqueca.
A boa notícia é que a corrida pode ser uma grande aliada no combate a esse tipo de problema, que atinge cerca de 80% das mulheres em todo o mundo. “O estímulo proporcionado pelas atividades físicas é de reconhecida eficácia na prevenção e tratamento da TPM”, explica a especialista em Saúde Continuada, Elisabete Fernandes Almeida, da LatinMed.
Isso acontece porque a produção de endorfina, estimulada pela prática esportiva e que acontece no sistema endócrino, funciona positivamente nas áreas física e emocional do organismo feminino. As mulheres ganham em diminuição das dores de cabeça e nas mamas, no equilíbrio no humor e na promoção da disposição, por meio do relaxamentoe fim do estresse.
Um estudo da University of British Columbia, em Vancouver, Canadá, confirmou estas afirmações, segundo citou Elisabete Almeida. “Pesquisadores submeteram oito mulheres sedentárias a treinamentos de corrida por 20 km semanais, durante seis meses. Ao final do período de testes, todas elas apresentavam melhora nos sintomas de dores nas mamas e nas alterações de humor nos dias antecedentes ao ciclo menstrual”, contou a médica.
Está comprovado, portanto, que correr beneficia a saúde da mulher em muito mais aspectos que os restritos à boa forma ou condicionamento físico. Livrar-se do desconforto, curtir as atividades diárias com tranqüilidade e bom humor refletem na beleza feminina, proporcionam bem-estar e ajudam a ter um dia-a-dia mais feliz.
sábado, 27 de março de 2010
O FILANDÊS VOADOR

Paavo Nurmi ganhou nove medalhas olímpicas nos anos 20; ele treinava correndo com uma mochila cheia de pedras e um relógio na mão
Por Nanna Pretto
Ao acompanhar o desempenho do corredor finlandês Hannes Kolehmainen nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, em 1912 na Suécia, Paavo Nurmi, então com 15 anos, decidiu que entraria para o atletismo. Até então, a corrida fazia parte da vida dele apenas nos treinos militares. Com coturno e mochila do exército, era dada a largada para a história de um dos maiores vencedores do atletismo mundial, o finlandês voador.
O modo sistemático de treinamento de Nurmi ia além dos tiros de força e intensidade nas montanhas da Finlândia –que, inclusive, eram feitos com uma mochila cheia de pedra para reforçar o exercício. Para traçar a marca pessoal e avaliar o desempenho, o atleta não fazia uma corrida sequer sem levar, em uma das mãos, o relógio de bolso. Assim, enquanto outros corredores dependiam de fiscais e anotações manuais, Nurmi tinha a própria evolução do seu tempo.
A estreia oficial de Nurmi nas pistas foi nas Olimpíadas da Antuérpia, em 1920 na Bélgica, numa competição de 5.000 m. Ele conseguiu a medalha de prata, atrás do francês Joseph Guillemot. Três dias depois, Nurmi derrotaria Guillemot numa prova de 10 mil metros. Em seguida, o atleta finlandês ganhou a corrida de cross-country individual e por equipe, levando para casa mais duas medalha de ouro.
Nos três anos após as Olimpíadas da Antuérpia, Nurmi reinou de forma absoluta no cenário da corrida de longa distância. Em 22 de junho de 1921, em Estocolmo, ele obteve mais um recorde: 30min40s2 nos 10 mil. Seu objetivo era a quebra de recordes entre as distâncias de 1.500 m e 10 mil, meticulosamente executado de acordo com a cuidadosa estratégia de planejamento de tempo.
“Quando você corre contra o tempo, não precisa de sprint. Os outros não conseguem segurar o ritmo se ele é constante e estável durante todo o percurso”, explicou Nurmi, certa vez, sobre sua estratégia de treino.
No fim de 1923, Nurmi conseguiu o recorde mundial em três categorias prestigiadas do atletismo, feito inédito entre os amantes do atletismo: a milha (1,6 km), 5.000 e 10 mil metros.
Paris, sede dos Jogos Olímpicos de 1924, assistiu à consagração de Nurmi e o aparecimento do mito. Em apenas seis dias, o Finlândes Voador ganhou nada menos que cinco medalhas de ouro. Feito até hoje inédito no atletismo olímpico.
As conquistas mais inacreditáveis foram os ouros nos 1.500 m e 5.000 m no mesmo dia. Contrariando os princípios de treinamento e recuperação, Nurmi correu as duas provas em um intervalo de apenas duas horas. Dois dias depois, sob um forte calor, Nurmi venceu os 10 mil metros no cross-country por 1min24s de vantagem e ganhou também mais um ouro no cross-country em equipe. Nos dias subseqüentes, enquanto outros corredores estavam se recuperando, Nurmi venceu a prova de 3.000 m.
Na ocasião, a revista francesa Miroir des Sports referiu-se a Nurmi como o homem “que vai além dos limites da humanidade."
Em 1925, Nurmi foi para os Estados Unidos. Durante cinco meses ele correu 55 provas, ganhou 53 delas, abandonou uma e perdeu outra. Naquela época, Nurmi era um dos estrangeiros que mais recebia atenção da imprensa norte-americana, até que começaram os apelidos: “fantasma finlandês” e o definitivo “finlandês voador”.
Nas Olimpíadas de Amsterdã, em 1928, a última em que participou oficialmente, Nurmi venceu os 10 mil e ficou com a prata nos 5.000 m e 3.000 m com obstáculos. Mas tinha mais, ele queria ainda correr em Los Angeles, onde pretendia enfrentar o desafio da maratona nos Jogos de 1932.
No outono de 1928, em entrevista a um jornal suíço, Nurmi anunciou que aquele seria seu último ciclo olímpico nas pistas. “Estou ficando velho”, comentou então com 31 anos. Corri por 15 anos e aproveitei muito tudo isso”, disse o atleta antes de embarcar para a segunda turnê nos EUA.
No retorno à Europa, garantiu mais marcas históricas. Nas seis milhas, em Londres, e nos 20 km, em Estocolmo, ambos em 1930.
Apenas na torcida
Sonhando em se despedir bem das olimpíadas, em 1932, Nurmi treinava pesado na expectativa de participar pela quarta vez dos Jogos. Talvez aquela tenha sido a temporada mais intensiva de treinos. Ele defenderia o título nos 10 mil metros, mas o grande sonho era coroar sua história com uma medalha de ouro na maratona, assim como ele, ainda menino, assistira seu compatriota Hannes Kolehmainen fazer em 1912.
Naquela primavera, entretanto, o sonho desmoronou: Nurmi foi proibido de participar de competições internacionais pela Federação Internacional de Atletismo Amador, acusado de profissionalismo. Mesmo assim, ele foi para Los Angeles, mas mantinha treinos apenas dentro da Vila Olímpica, não só pela proibição, mas porque teve uma lesão no pé. Há quem diga, inclusive que ele mal conseguia andar em função da dor.
Nurmi foi reduzido, naquelas olimpíadas, a um mero espectador. Sentar na arquibancada, entretanto, foi demais para o atleta. Ele não conseguiu assistir à disputa pelos 10 mil metros, nem a maratona que, segundo ele, teria vencido com cinco minutos de vantagem.
Uma vez suspenso, Nurmi não competiu mais em terras estrangeiras. Sua última corrida fora da Finlândia foi a vitória nos 5.000 m em Königsberg, Alemanha, em outubro de 1931. A federação custava a aceitar a alegação de que Nurmi não era um profissional. Dessa forma, ele correu apenas na Finlândia, até 1934, como um “amador nacional”. A última vitória do finlandês voador foi nos 10 mil metros em Viipuri, em setembro de 1934.
Vida paralela
Mesmo antes de encerrar a carreira de corredor, Nurmi concentrava-se em outra empreitada: executivo e investidor no mercado imobiliário. Desde a década de 20, ele vinha investindo seu capital em ações. Tanto que conquistou uma considerável fortuna, aplicada, basicamente na construção de imóveis. Em Helsinque, capital da Finlândia, existem 40 empreendimentos construídos por sua companhia. A paixão pela corrida, segundo o próprio atleta, era eterna. Por isso, nas décadas de 30 e 40, Nurmi não resistia e, algumas vezes, deixava os negócios para correr.
A 15ª edição dos Jogos Olímpicos foi em Helsinque, em julho de 1952. Até então a identidade do atleta que acenderia a tocha olímpica era mantida em segredo. Quando o placar eletrônico anunciou Nurmi, o silêncio foi geral. Instantes depois, as 70 mil pessoas que lotavam o estádio começaram a gritar o nome de Nurmi, e muitos dos presentes não contiveram as lágrimas. Nurmi acendeu a tocha olímpica junto com seu ídolo, o corredor Hannes Kolehmainen.
Passos finais
Inteligência, força de vontade e determinação para atingir qualquer objetivo, eram as principais características de Paavo Nurmi. Em seus momentos melancólicos – mais frequentes com o passar dos anos – ele se questionava sobre a importância que as pessoas davam ao esporte. “Apenas o trabalho, ciência e arte têm valores verdadeiros”, dizia.
Ao descobrir uma trombose coronária, após um infarto no fim de 1950, ele trabalhou duro na tentativa de curar a doença até 1967, quando sofreu um novo ataque. No ano seguinte, Nurmi abriu uma fundação de pesquisa para doenças do coração e de saúde pública em parceria com patrocinadores e com recursos próprios.
Ele morreu em Helsinque em 02 de outubro de 1973 e causou comoção nacional. “Recordes serão quebrados, as medalhas perderão seus brilhos, ganhadores terão suas vitórias. Mas, como um conceito histórico, Paavo Nurmi nunca será superado”, disse a então ministra da Educação Marjatta Väänänen.
Nove dias depois, Nurmi teve um funeral com honras de Estado, em cerimônia na catedral de Helsinque. Depois foi enterrado em Turku, sua cidade natal.
Após as Olimpíadas de Paris, em 1924, o governo finlandês ordenou a construção de uma estátua de Nurmi, ao mais famoso escultor do país, o artista Wäinö Aaltonen. Em 1952, mais duas cópias da obra foram erguidas em frente ao estádio olímpico de Helsinque e em Turku.
Em 1983, a estátua original, que permanecia no Museu Nacional de Arte, foi colocada em frente à faculdade de educação física da Universidade de Jyväskylä. Em 1994, mais uma cópia foi erguida e colocada no parque do Museu do Comitê Internacional Olímpico em Lausanne, na Suíça.
Medalhas e selos comemorativos foram confeccionados com imagens do atleta e até um pequeno planeta foi nomeado em honra a Paavo Nurmi. Em 1987, o banco da Finlândia imprimiu uma nova nota de dez marcos com a imagem de Nurmi em uma face e a do Estádio Olímpico na outra., fazendo do “finlandês voador” o único atleta olímpico a estampar a moeda nacional.
Identidade
Nome: Paavo Johannes Nurmi
Nascimento: 13 de junho de 1897
Falecimento: 02 de outubro de 1973
Cidade Natal: Turku (Finlândia)
Nacionalidade: Finlandês
Esporte: Atletismo
Olimpíadas: Antuérpia, em 1920; Paris, em 1924; Amsterdam, em 1928
Medalhas: 12 (9 de ouro e 3 de prata)
Medalhas Olímpicas
Antuérpia, 1920:
10 mil m – ouro
5.000 m – prata
Cross Country individual – ouro
Cross Country em equipe - ouro
Paris, 1924:
1.500 m - ouro
3.000 m – ouro
5.000 m – ouro
Cross Country individual – ouro
Cross Country em equipe - ouro
Amsterdan, 1928:
10 mil m – ouro
3.000 m com obstáculos – prata
5.000 m - prata
ANDAR NÃO É QUEBRAR

Considerada pelos corredores apenas como forma de adaptação de iniciantes, a caminhada acaba sendo vista como "quebra" por aqueles que já estão muito além dos trotes, como os maratonistas. Mas há quem defenda que ela possa ser uma ótima estratégia de prova, ao ser inserida em curtos intervalos desde o início da corrida e não quando o indivíduo chega à exaustão.
Entre os benefícios, os intervalos de caminhada eliminam a fadiga acumulada, restauram a flexibilidade dos principais músculos e reduzem a tensão dos tendões do joelho. Isso permitiria ampliar a capacidade muscular no fim da corrida, reduzir a chance de contusão, prolongar o limite do corredor, fazendo com que possa correr distâncias maiores se sentindo bem, e ajudar corredores não só a fazer sua primeira maratona como a melhorar seu tempo nela.
O tema, obviamente, divide opiniões. "Quem precisa caminhar é porque não está bem treinado. Para uma pessoa com bom condicionamento, a caminhada só serve como descanso ativo", diz Mário Mello, diretor técnico da Mario's Team e diretor de marketing da Associação de Treinadores de São Paulo (ATC). Ele admite que, em alguns momentos, a caminhada pode ser vantajosa, como numa ladeira forte, para que o corredor se recupere e possa ter melhor desempenho no plano, depois. "Mas adotar isso como estratégia de prova seria um artifício para dar uma 'roubadinha', acho que me sentiria enganado", diz Mello.
Tanto isso é verdade que o acúmulo de passos, por meio do uso de pedômetros, é uma das estratégias de combate ao sedentarismo, um problema relacionado a quase 2 milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. "Temos como parâmetro a marca de 10000 passos por dia para um indivíduo ativo, ou 3800 a 4000 feitos de forma ininterrupta, por 30 minutos. É uma forma simples e fácil de implantar a atividade física na rotina, com o objetivo de ter mais saúde", afirma o professor e pesquisador Timóteo Leandro Araújo, do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).
No outro lado da trincheira, um dos principais defensores da medida é o treinador norte-americano Jeff Galloway, colunista da RUNNER’S WORLD. Em seu livro Manual de Corrida, cuja segunda edição acaba de ser lançada no Brasil, ele afirma que já correu mais de 100 maratonas, algumas usando essa estratégia. "O título de maratonista foi dado, desde o início, àqueles que completavam a distância por seu próprio esforço, fosse correndo, fosse andando, fosse engatinhando... Quando cruza a linha de chegada, faz parte de um grupo de elite. Não deixe ninguém tirar esse grande feito de você", escreve ele. E completa: "Em todas [as provas] que inseri esses intervalos, experimentei idêntico senso de realização".
Segundo Galloway, a caminhada pode inclusive ajudar a melhorar as marcas de maratonistas experientes, ao permitir que se aumente a intensidade da corrida, o que compensaria o tempo andando, pelas pernas estarem mais "frescas". “Não se trata de um treino intervalado, mas de um aeróbico intensivo. Todo mundo faz a segunda metade da prova mais lentamente, mas às vezes com mais de 4 minutos de diferença, o que é ruim, em função do desgaste. Os intervalos de caminhada podem fazer a pessoa aumentar o ritmo nos quilômetros finais, quando os outros estão diminuindo. E não acredito que a especificidade seja prejudicada porque você mantém a continuidade, os brasileiros é que não estão acostumados com a ideia”, diz Marcos Paulo Reis, também um defensor da caminhada.
Segundo ele, as pessoas têm medo de diminuir o ritmo ao andar e não conseguir voltar mais. O melhor, portanto, é fazer intervalos de 1 minuto a cada 5 minutos, em vez de um intervalo de 5 minutos a cada 25. "No triatlo, é comum que a cada milha o corredor aproveite o momento de hidratação para andar 200 a 300 metros. Na corrida de rua, essa estratégia poderia ser adotada em curtos intervalos nos postos de abastecimento. Ajudaria as pessoas a terem mais constância no ritmo e a se machucarem menos", diz.
TREINO DE CORRIDA
quinta-feira, 25 de março de 2010
DEAN KARNAZES É O SEU TÉCNICO

Você não precisa ter o desempenho dele, mas use suas dicas para evoluir dentro de sua realidade de treinamento
- Ouça todos e não ouça ninguém. Faça o que for melhor para seu corpo.
"Se alongar faz bem a você e o faz sentir-se melhor, então alongue."
- Coloque sempre uma meta.
"Se for começar a correr, a primeira meta deve ser uma prova de 5 km, depois 10 km, 21 km, 42 km e 50 km em sua primeira ultramaratona."
- Acredite que você é capaz.
"Setenta por cento da sua capacidade está em sua cabeça."
- Mude os locais de treino.
"Evite sempre os mesmos lugares, varie o terreno e o visual. Isso vai estimulá-lo a continuar correndo."
- Esqueça o relógio.
"Uma vez por semana, saia correndo sem relógio, apenas com celular e dinheiro. Não se preocupe com ritmo e distância percorrida. Apenas corra."
segunda-feira, 22 de março de 2010
COMO ESCOLHER UM TÊNIS

O tênis correto para a corrida de longa distância:
Comprar um tênis de corrida nos dias atuais, não é uma tarefa que se resume simplesmente na escolha da marca, estética e beleza do par a ser escolhido. O modelo ideal deve obedecer às características individuais do pé de cada pessoa, ou seja, não há um único modelo que satisfaça a todos os corredores. Por ser um investimento caro, a escolha bem feita pode evitar problemas de contusões, lesões e prováveis visitas a um ortopedista. Com isso a preocupação com certos fatores é de fundamental importância no momento da escolha do tênis apropriado a ser comprado. Estes fatores são:
Formato anatômico do pé:
O conhecimento do formato anatômico do pé é importante, pois ajuda o indivíduo na escolha do tênis. Há vários formatos de pé, dos mais comuns são: reto, ligeiramente curvo, semi curvo e curvo. O formato do seu pé deve se aproximar ao máximo possível do tênis.
Colocando o seu pé em cima de uma folha de papel, no chão, desenhe o contorno do formato de seu pé para determinar o seu tipo, trace uma linha no papel, perpendicular em relação à linha do calcanhar e a borda interna do pé desta maneira será possível determinar o formato anatômico do mesmo. Para saber qual tênis comprar, compare-o com o desenho, isto pode prevenir futuras bolhas, calos e desconforto.
Deficiências biomecânicas:
Das deficiências existentes, vamos nos preocupar com a pronação e supinação, as quais são bem comuns.
Supinação - é uma excessiva inclinação para fora, fazendo com que a parte externa do pé suporte todo o peso do corpo.
Pronação - é uma excessiva inclinação para dentro do pé, forçando o arco a suportar o peso corporal na parte interna do pé.
Durante a corrida o impacto se torna maior, e portanto, estas deficiências são agravadas. Para saber se você e um pronador ou supinador, observe a sola externa de seu tênis usado, se a parte interna estiver mais desgastada do que a externa, então o seu pé tende à pronação, para este caso as características do tênis apropriado seriam:
a) Apoio de calcanhar de material resistente.
b) Uma sola intermediária com uma densidade maior no lado interno do pé.
No Caso da supinação os sintomas são exatamente contrários aos da pronação. Esta deficiência é pouco comum entre os corredores. Um pé supinador não absorve adequadamente o impacto, portanto requer um tênis que possua excelente distribuição de impacto. Também é útil que o mesmo tenha alguma estabilidade lateral externa. O tênis não deve possuir nenhum tipo de controle para pronação de maneira alguma.
Outra maneira de se observar a pronação e supinação é se posicionar em frente a um espelho, que mostre o corpo inteiro. Agachando-se ligeiramente (50%) se sua rótula de mover em direção ao dedão do pé, você é pronador, e em direção ao dedinho do pé, você é supinador.
Tipo de pé:
Outro fator importante no momento da escolha do tênis de corrida é o tipo de pé que o corredor apresenta: predominante rígido ou bambo. O pé rígido apresenta movimento característico de ir para frente e para trás sem oscilações laterais. Já o pé bambo tem como movimento típico a oscilação lateral, adaptando-se com maior facilidade à variação do terreno.
O supinador excessivo dá preferência para lateral dos pés, que geralmente são rígidos, sendo o tênis mais correto para amenizar este tipo de problema, um que apresentasse uma maior densidade, na parte externa, e um grau adequado de flexibilidade, não sendo necessário um controle de estabilidade.
Com relação ao pronador, que geralmente apresenta o pá bambo, o que causa um contato com solo na parte interna do pé, necessitaria de um tênis que possui maior densidade tanto na parte interna (com maior rigidez), quanto na externa. Este tipo de pé requer predominantemente de estabilidade, para tentar diminuir a ação da oscilação do pé.
Estrutura do tênis:
Um bom tênis apresenta basicamente as seguintes estruturas:
Armação ou molde - promove estabilidade, porém diminui a flexibilidade. Sua parte inferior é costurada a sola intermediaria. De acordo com a costura efetuada, o tênis oferece mais estabilidade e menos flexibilidade ou vice-versa. Na parte frontal do tênis existe um reforço com a finalidade de moldar os dedos, evitando o desgaste prematuro da parte frontal e bolhas nos dedos. Na parte posterior existe o molde do calcanhar, o qual é feito de um material mais rígido, dando um reforço na parte traseira do tênis. Muitos modelos apresentam orifícios espalhados por toda a armação a fim de que haja uma ventilação adequada.
Palmilha - é parte que se molda o pé. É feita de uma espuma, a qual é aquecida e comprimida de acordo com o formato da sola intermediária. Relativamente leve, apresenta excelentes propriedades de proteção ao pé.
Língua - parte do tênis manufaturada geralmente de espuma recoberta com tecido. Apresenta como função principal a proteção da parte superior do pé, quando o tênis estiver amarrado corretamente.
Estabilizador de calcanhar - minimiza os problemas biomecânicos do corredor.
Sistema de distribuição de impacto - podem ser constituídos de ar, gel, gás, etc... O impacto vertical é uniformemente distribuídos do calcanhar à ponta do pé.
Sola intermediária - é a camada situado entre a palmilha e a sola propriamente dita do tênis. Estrutura mais importante que compõe qualquer tênis de corrida. Ela protege o pé contra o impacto; estabiliza os movimentos excessivos do pé durante a corrida. São manufaturados em dois materiais básicos: poliuretano e EVA (Acetato Vinil de Etileno).
EVA é uma espuma aquecida e comprimida no formato da sola intermediária. É um material leve que apresenta excelentes propriedades de proteção. Pode ser manufaturada em várias densidades. A densidade não é necessariamente uniforme, ou seja, varia de acordo com a necessidade.
Poliuretano é também uma espuma, porém mais densa e pesada que o EVA. Apresenta uma facilidade de moldagem que favorece o aparecimento de novos formatos de tênis. A maioria dos distribuidores de impacto são recobertos com EVA e poliuretano. A sola intermediária oferece apoio, estabilidade e proteção com um acréscimo mínimo de peso ao tênis.
Sola externa - é a parte que entra em contato com solo, podendo apresentar várias formas, densidades e cores. As cores somente influenciam na estética. A sola externa pouco contribui na distribuição de impactos, sendo sua principal função à tração durante a corrida. As ranhuras e saliências são propositadamente manufaturadas com essa finalidade.
Conclusão:
O mais impressionante do desenvolvimento dos tênis de corrida de longa distância é o aumento do conforto e da estabilidade. Hoje em dia é possível encontrar um tênis que possua, ao mesmo tempo, estabilidade e distribuição de impacto. Os corredores são tão diferentes em tantos aspectos que não há um único tênis capaz de satisfazer a todos os corredores. Para encontrar o tênis ideal é preciso auto conhecimento do formato do pé, o grau de pronação ou supinação (se existir), o somatotipo, padrões de treinamento e competição, lugares onde se pratica corrida, etc...
Com isso, no momento da escolha de um tênis, deve-se pensar em fatores importantes como preço, peso, flexibilidade, proteção, durabilidade, largura, altura do calcanhar, grau de supinação ou pronação, entre outros. Desta forma o consumidor certamente terá uma satisfação maior no momento de usufruir de um tênis de corrida de longa distância no momento da prática da corrida.
De uma forma geral as principais preocupações devem ser as seguintes:
Experimentar os modelos sempre no final do dia, assim você estará seguro de que seus pés atingiram o grau máximo de expansão, devido à ação da gravidade sobre o corpo.
Não esquecer de experimentar o tênis, usando meia, que geralmente será usada durante a corrida, para evitar certos incômodos.
Faça testes com o tênis como andar, pular, correr, saltar, e realizar movimentos laterais com o tênis devidamente amarrado.
Observe se o formato do tênis é compatível com o formato do pé.
Procure adequar o tênis com suas características individuais de pronação ou supinação.
Lembre-se que a estética é apenas um fator secundário, sendo mais importante a funcionalidade do tênis.
A meia ideal a ser usada deve ser manufaturada em fibra sintética, pois facilita a transpiração, não apresentando costuras grossas nas extremidades.
Para evitar bolhas, não corra muito tempo com o tênis novo. Nos primeiros dias use-o apenas para andar.
Em pisos pavimentados, o tênis deve apresentar um eficiente sistema de distribuição de impacto, em terrenos como terra, grama, areia (praia plana) etc...a necessidade é de estabilidade.
A conservação deve ser feita com o menor número de lavagens possíveis, não deixando o tênis de molho, secar à sombra, em recinto arejado, o que ajudará para aumentar a vida útil do tênis.
domingo, 21 de março de 2010
HIDRATAÇÃO NA ATIVIDADE FÍSICA
A maior parte das pessoas, inclusive atletas, quando vão realizar uma atividade física encontram-se desidratados, ou seja, com um volume de água corporal abaixo do desejado.
A quantidade de água que possuímos no organismo é importante para uma série de funções, entre elas a cardiovascular e a termoregulação. A termoregulação é o controle da temperatura corporal ao longo do dia. Através dela que conseguimos manter a temperatura corporal sempre em valores constantes, o que é essencial para o bom funcionamento do organismo. Durante a atividade física o corpo gera calor e este calor precisa ser eliminado (dissipado). Se isto não fosse feito, poderíamos morrer após realizar um simples "trote" de aquecimento. Este processo é feito através da perda de água (evaporação do suor), que auxilia na dissipação do calor para o meio ambiente.
Quando a água corporal vai sendo diminuída (perdas no suor) e a reposição não é suficiente, o sangue vai se tornando mais espesso e há uma piora da irrigação. Em competições esportivas, a irrigação sangüínea pode passar a ser inadequada na musculatura ou o acúmulo excessivo de calor devido a uma dissipação insuficiente ocasiona uma queda no desempenho atlético e uma sensação de mal-estar. Em um grau avançado isto pode levar a perda da consciência e até mesmo a morte.
Um grau de desidratação relativamente pequena, correspondente a cerca de 1 a 2% do peso corporal já é suficiente para alterar o desempenho em exercícios de resistência. Além disso, pode estar elevando a freqüência cardíaca, o que pode ser muito perigoso.
Procure iniciar sempre uma atividade física bem hidratado. Para isto é necessário fazer uma boa reposição de água ao longo de todo o dia, ou seja, independente de suas atividades físicas procure beber o mínimo de 2 litros de água por dia.
Antes de realizar a atividade física, procure ingerir um pouco mais de líquidos, tendo em vista que dificilmente a reposição durante o exercício consegue ser 100% satisfatória. Bebe cerca de 500 ml de água 1 hora antes de realizar exercício.
Durante o exercício é importante fazer a reposição de líquidos constantemente. Um indivíduo costuma perder, em média, cerca de 1 litro de água por hora de corrida realizada em temperatura e umidade amenas, por exemplo. Quando qualquer um destes fatores se encontram elevados a perda de líquidos pode ser em muito aumentada!! Procure se pesar antes e logo após 1 hora de exercício para determinar a sua necessidade de líquidos.
O ideal é que a reposição de líquidos seja feita de forma gradual a cada 20 ou 30 minutos, principalmente se a duração final da atividade física for superior a 1 hora. Procure beber em torno de 300 ml por vez, assim há menos chance de se sentir estufado.
Entretanto, a hidratação no exercício é um processo que requer treino. Cada um deve se educar para faze-lo sempre!!
Procure não esperar o final da primeira hora para se hidratar, pois neste momento você já estará sofrendo alguns sintomas da desidratação, como diminuição da performance, e dificilmente a reposição será suficiente.
Quando a atividade física possuir a duração superior a 1 hora e 30 minutos, a hidratação com água pode não ser mais suficiente, pois o organismo começa a ficar depletado em outros nutrientes, como sódio e carboidratos, e a ingestão de água pode até mesmo ser tóxica. A toxicidade pode ocorrer uma vez que o sangue começa a ficar muito diluído, pois os nutrientes nele contidos estão sendo avidamente consumidos.
Em atividades físicas de longa duração (maiores do que 1h30min) deve ser feita, juntamente com a ingestão de água a ingestão de carboidratos na forma de gel ou a troca por isotônicos, também respeitando o intervalo de 20 minutos.
Graziela Friedler - CRN. 9768
Nutricionista Run & Fun
grazielanutricao@uol.com.br
A quantidade de água que possuímos no organismo é importante para uma série de funções, entre elas a cardiovascular e a termoregulação. A termoregulação é o controle da temperatura corporal ao longo do dia. Através dela que conseguimos manter a temperatura corporal sempre em valores constantes, o que é essencial para o bom funcionamento do organismo. Durante a atividade física o corpo gera calor e este calor precisa ser eliminado (dissipado). Se isto não fosse feito, poderíamos morrer após realizar um simples "trote" de aquecimento. Este processo é feito através da perda de água (evaporação do suor), que auxilia na dissipação do calor para o meio ambiente.
Quando a água corporal vai sendo diminuída (perdas no suor) e a reposição não é suficiente, o sangue vai se tornando mais espesso e há uma piora da irrigação. Em competições esportivas, a irrigação sangüínea pode passar a ser inadequada na musculatura ou o acúmulo excessivo de calor devido a uma dissipação insuficiente ocasiona uma queda no desempenho atlético e uma sensação de mal-estar. Em um grau avançado isto pode levar a perda da consciência e até mesmo a morte.
Um grau de desidratação relativamente pequena, correspondente a cerca de 1 a 2% do peso corporal já é suficiente para alterar o desempenho em exercícios de resistência. Além disso, pode estar elevando a freqüência cardíaca, o que pode ser muito perigoso.
Procure iniciar sempre uma atividade física bem hidratado. Para isto é necessário fazer uma boa reposição de água ao longo de todo o dia, ou seja, independente de suas atividades físicas procure beber o mínimo de 2 litros de água por dia.
Antes de realizar a atividade física, procure ingerir um pouco mais de líquidos, tendo em vista que dificilmente a reposição durante o exercício consegue ser 100% satisfatória. Bebe cerca de 500 ml de água 1 hora antes de realizar exercício.
Durante o exercício é importante fazer a reposição de líquidos constantemente. Um indivíduo costuma perder, em média, cerca de 1 litro de água por hora de corrida realizada em temperatura e umidade amenas, por exemplo. Quando qualquer um destes fatores se encontram elevados a perda de líquidos pode ser em muito aumentada!! Procure se pesar antes e logo após 1 hora de exercício para determinar a sua necessidade de líquidos.
O ideal é que a reposição de líquidos seja feita de forma gradual a cada 20 ou 30 minutos, principalmente se a duração final da atividade física for superior a 1 hora. Procure beber em torno de 300 ml por vez, assim há menos chance de se sentir estufado.
Entretanto, a hidratação no exercício é um processo que requer treino. Cada um deve se educar para faze-lo sempre!!
Procure não esperar o final da primeira hora para se hidratar, pois neste momento você já estará sofrendo alguns sintomas da desidratação, como diminuição da performance, e dificilmente a reposição será suficiente.
Quando a atividade física possuir a duração superior a 1 hora e 30 minutos, a hidratação com água pode não ser mais suficiente, pois o organismo começa a ficar depletado em outros nutrientes, como sódio e carboidratos, e a ingestão de água pode até mesmo ser tóxica. A toxicidade pode ocorrer uma vez que o sangue começa a ficar muito diluído, pois os nutrientes nele contidos estão sendo avidamente consumidos.
Em atividades físicas de longa duração (maiores do que 1h30min) deve ser feita, juntamente com a ingestão de água a ingestão de carboidratos na forma de gel ou a troca por isotônicos, também respeitando o intervalo de 20 minutos.
Graziela Friedler - CRN. 9768
Nutricionista Run & Fun
grazielanutricao@uol.com.br
sábado, 20 de março de 2010
COMO PERDER E ( ATENÇÃO! ) MANTER O PESO

revista veja
Depois da dieta, vem o maior de todos os desafios: preservar a silhueta
alinhada. O segredo está na eterna vigilância: não descuidar jamais dos
novos hábitos, sem transformá-los, no entanto, em uma camisa de força. Para
quem está em paz com a a balança, permitem-se até alguns pecadilhos à mesa.
Do fim da adolescência até seis meses atrás, a psicóloga gaúcha Daniela Horn Kruel, de 35 anos, lutou contra a balança, naquele infernal emagrece-engorda-emagrece-engorda do efeito sanfona. Ela experimentou todas as dietas da moda - a da laranja, a da lua, a da proteína... Por vezes, segurava a fome até não aguentar mais e, rendida, devorava doces e bebia copos e mais copos de refrigerante. Quando conseguia perder os 5 a 6 quilos que sempre se propunha eliminar, em três meses tinha engordado de novo. Há dois anos, exausta e desiludida, Daniela decidiu tomar um remédio para emagrecer. Perdeu 11 quilos em oito meses. Assim que suspendeu a medicação, no entanto, ganhou 18 quilos. Só então percebeu que, para obter um resultado duradouro, precisaria mudar de hábitos - e perseverar nessa estrada. Daniela ingressou num programa de reeducação alimentar e começou a consumir verduras, frutas e a tomar bastante água. Tudo isso parece básico, mas esses itens simplesmente inexistiam no cardápio da psicóloga. Ela também parou de pular refeições e passou a se alimentar quatro vezes por dia. Hoje, a psicóloga carrega na bolsa damasco e banana seca. Não importa onde esteja - a caminho de uma reunião ou de férias na Bahia -, faz as refeições regularmente e de modo saudável. "Eu viajo três semanas por mês a trabalho e usava essa vida atribulada como desculpa para me alimentar mal. Agora, cumpro todos os meus compromissos sem descuidar da forma física nem da saúde", diz. No começo, abrir mão do croissant no café da manhã do hotel, para ficar com o pãozinho integral, era penoso. Hoje não é mais. "A minha imagem no espelho compensa o sacrifício", afirma. Com 1,64 metro de altura, ela pesa 60 quilos.
Elas morrem de inveja dela
A cantora Ana Lys, de 27 anos, alia o privilégio da genética a bons hábitos alimentares e de vida. De manhã, costuma tomar um copo de 350 mililitros de iogurte batido, às vezes com aveia. Em seguida, faz alongamento e meditação. Na hora do almoço, come apenas uma salada (sua preferência é a caprese, lembrança dos tempos em que viveu na Itália). Especialista em pratos italianos e franceses da alta gastronomia (fez um curso na Cordon Bleu, em Paris, entre outros), ela adora cozinhar para a família e os amigos, mas refreia os instintos na hora de comer. Álcool e chocolate, nem pensar. Sua refeição preferida é o jantar (pois é, ela pode), quando se dispõe a degustar uma boa carne ou um prato de massas (dificilmente resiste a um creme de mascarpone na sobremesa, mas a boa genética impede que ele se transforme em pneuzinhos). Ah, sim: antes do jantar, faz pilates e ioga. As medidas da gatíssima Ana Lys são de fazer morrer de inveja as mais cheinhas: 1,72 metro de altura, 48,5 quilos, 58 de cintura e 34 de calça (não, não existe no Brasil)
À primeira vista, o relato de Daniela pode parecer banal. Mas a psicóloga gaúcha pertence ao restrito grupo dos que, além de emagrecer, permanecem magros. Qualquer dieta que siga o princípio básico de levar uma pessoa a ingerir menos calorias do que gasta faz emagrecer. O problema é manter o novo peso por um longo período - de preferência, para o resto da vida. Nas últimas duas décadas, especialistas de diversos centros de pesquisa no mundo têm se dedicado a estudar o que fazem os 20% dos homens e mulheres que, como Daniela, conseguem escapar do famigerado efeito sanfona. A constatação é que os magros para sempre seguem uma rotina férrea.
O Maior estudo já realizado sobre o assunto, o "National weight control registry" (NWCR) é uma força-tarefa criada em 1994 por médicos das universidades Brown e do Colorado, nos Estados Unidos. Atualmente, os pesquisadores acompanham 5 000 ex-obesos que perderam, no mínimo, 13 quilos e que preservam o novo peso há pelo menos um ano. Entre os voluntários, encontram-se os mais diversos perfis. Alguns levaram poucos meses para chegar ao peso desejado, outros precisaram de catorze anos para atingir sua meta. Uns encararam a guerra contra a balança sozinhos; outros, com ajuda profissional. Apesar de terem emagrecido de maneiras tão distintas, os participantes do NWCR cultivam as mesmas estratégias para manter o peso. Praticar uma hora de atividade física diariamente, tomar café da manhã todos os dias, fazer a maior parte das refeições em casa, não sair da linha nos fins de semana e pesar-se regularmente são algumas delas (veja o quadro ao lado). "É um esforço e tanto, porque a vida moderna conspira contra os hábitos de vida saudáveis", diz o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.
Balança sob controle
Desde a adolescência, a psicóloga Daniela Horn Kruel sofre com as oscilações no peso. Conseguiu vencer o efeito sanfona quando mudou sua rotina. Trocou os doces por saladas e frutas e o refrigerante por água e sucos. Abandonou o sedentarismo e passou a se pesar três vezes por semana. Hoje, aos 35 anos, 1,64 de altura, mantém a balança na marca dos 60 quilos.
Quem viaja muito a trabalho, por exemplo, raramente consegue fazer cinco refeições diárias, como preconizam os mandamentos dos bem-sucedidos na manutenção do peso. Acaba beliscando o dia inteiro ou ficando longos períodos em jejum. "Comer a cada três ou quatro horas ajuda a manter o peso porque aumenta a queima calórica dos alimentos", explica o endocrinologista Alfredo Halpern, da Universidade de São Paulo. "Além disso, impede que a grelina, o hormônio do apetite, atinja picos muito altos." Assim, quem come em intervalos menores tende a fazer pratos mais comedidos. E o que dizer de quem costuma marcar reuniões de negócios durante o café da manhã, almoço ou jantar? Os restaurantes, em geral, oferecem opções saborosas, mas muito calóricas - e sobre as quais não se tem nenhum controle. Foi exatamente esse raciocínio que fez mudar de hábitos a promotora Maria Sylvia Barreto, de 50 anos, muito satisfeita com seus atuais 56 quilos. Desde o ano passado, quando decidiu afinar um pouco a silhueta, ela começou a preparar diariamente o próprio almoço e jantar, antes feitos pela empregada. "Por mais que eu a orientasse a usar pouco óleo na comida, ela colocava mais do que o necessário. E vira e mexe tinha pastelzinho, batata frita... Depois de ver pronto, ficava muito difícil resistir", lembra. Hoje, quando Maria Sylvia sai para jantar fora (o que adora fazer), costuma abrir mão do couvert e da sobremesa. Como recompensa, toma uma taça de vinho. A dieta de Maria Sylvia é a mais fácil de ser levada vida afora. Nada é proibido e frequentemente ela se permite pequenos luxos, mas nunca exagera nem come por comer, naquele automatismo típico dos gordos. Afinal de contas, não é preciso devorar o couvert nem pedir sobremesa toda vez que se come fora de casa, não é mesmo?
Sob a lei das compensações
A partir de uma resolução de ano-novo, a empresária Anísia Beber, de 28 anos, parou de fumar, começou a fazer dieta e a praticar exercícios físicos. A mudança de hábitos teve início há um ano. Em seis meses, ela emagreceu 5 quilos e vem mantendo o peso desde então. "Não deixo de comer uns brigadeiros em um aniversário ou de tomar cerveja com os amigos. Mas, quando isso acontece, procuro compensar no dia seguinte, ou comendo menos ou fazendo mais ginástica", diz Anísia, 1,66 metro, 61 quilos Ernani D'Almeida
Um dos fatores fundamentais para a manutenção do peso é a prática regular de exercícios físicos. Durante a fase de perda de peso, para a maioria das pessoas é mais fácil reduzir o número de calorias ingeridas do que queimar o excesso suando na esteira da academia, durante uma ou duas horas. Além disso, quem começa a praticar atividade física para perder peso tende a comer mais, recuperando parte ou mesmo todas as calorias queimadas no exercício. Um estudo publicado em 2009 na revista científica Plos One acompanhou um grupo de 460 mulheres gordinhas, sem o hábito de fazer exercício físico. Divididas em dois grupos, algumas começaram a fazer ginástica e outras se mantiveram sedentárias. Nenhuma delas alterou os hábitos alimentares. Ao final, constatou-se que a perda de peso nos dois grupos fora praticamente a mesma. Na fase da manutenção do peso adequado, a história é outra. A longo prazo, é muito mais difícil cortar calorias no prato do que queimá-las na esteira. Cerca de 90% das pessoas que se livram do efeito sanfona praticam exercícios físicos todos os dias. Os voluntários do estudo americano, por exemplo, veem apenas oito horas, em média, de televisão por semana - contra as 28 horas semanais da média americana. "Essas pessoas não são necessariamente viciadas em ginástica, mas incorporaram a atividade física à sua rotina", diz James Hill, um dos organizadores do NWCR. A chave é encarar a ginástica como um hábito tão imprescindível quanto escovar os dentes ou tomar banho. A vantagem da atividade física é que ela não só queima as calorias necessárias para fechar a operação matemática do dia como tem o efeito de aumentar o metabolismo de repouso até o dia seguinte - quer dizer, ainda que a pessoa faça exercícios em dias alternados, ela ganha um bônus de calorias para consumir no dia sem ginástica.
Sem radicalismos
Há um ano, o gerente de auditoria Paulo Henrique Witter, de 38 anos, viu-se 10 quilos acima do peso. Era a terceira vez que engordara além da conta. Nas outras ocasiões, livrou-se dos quilos extras com dietas radicais: chegou a perder 18 quilos em dois meses. Hoje, mantém a dieta equilibrada e uma rotina de exercícios físicos, como o ciclismo. "Mesmo com as festas de fim de ano, perdi 1 quilo e meio", diz
As palavras-chave da manutenção do peso são flexibilidade, compensação e controle. É quase impossível conseguir manter por toda a vida a dieta que fez a pessoa emagrecer. Por isso, está permitido comer o docinho do aniversário do filho, mas está vetado prolongar o cardápio da festa para o resto da semana. Exagerou no bolo? Aumente o tempo dedicado à atividade física no dia seguinte. Segundo a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, é normal engordar entre 0,5 e 1 quilo no fim de semana. Mas é preciso reverter esse quadro nos cinco dias que se seguem. "Costumo orientar os meus pacientes a se pesar na sexta-feira e no domingo à noite. Se eles chegarem ao fim de semana já acima do peso, não estarão liberados para fazer concessões no sábado e no domingo", diz. Graças à herança genética, uma minoria, menos de 15% das pessoas, pode se dar a luxos maiores. Já foram mapeados pelo menos 200 genes relacionados à obesidade. A probabilidade de uma pessoa engordar depende 50% deles, em média. A cantora paulistana Ana Lys, de 27 anos, 1,72 metro de altura e 48,5 quilos, pertence a esse grupo de afortunados, mas mesmo assim não descuida da alimentação e mantém uma rotina puxada de atividade física. A vida inteira praticou esportes: jogou vôlei durante doze anos e já fez aula de jazz, balé moderno e dança do ventre. Quando morou em Roma durante dois anos, sem tempo para a ginástica, transformou a caminhada em seu meio de locomoção. "Andava 15 quilômetros por dia", conta Ana Lys. "Voltei para o Brasil 5 quilos mais magra." Lembre-se: a manifestação dos genes depende muito dos hábitos de vida.
Xô, preguiça
O engenheiro carioca Marcello Caldas, de 28 anos e 1,70 metro de altura, decidiu mudar de vida depois do Carnaval de 2009. Incomodado com a aparência, ele consultou um médico, que lhe receitou: uma dieta de 1 600 calorias diárias e quarenta minutos de exercício aeróbico todos os dias. Em dois meses, perdeu quase 10 dos 72 quilos que pesava. Nos meses seguintes, Marcello adotou uma dieta menos rígida, mas balanceada, e diminuiu a atividade aeróbica, passando a fazer musculação diariamente. Hoje, está com os mesmos 72 quilos iniciais, mas seu porcentual de gordura caiu pela metade, e o corpo ficou mais definido. "Quando você consegue deixar a inércia do sedentarismo, seu organismo entra no ritmo", diz
Além do clássico binômio dieta e atividade física, outros dois fatores têm ganhado relevância na equação da manutenção do peso: sono reparador e controle do stress. Antes alocados numa lista de fatores que influenciam o peso de maneira secundária, o sono e o stress subiram de categoria, ficando apenas um degrau abaixo dos hábitos alimentares e dos exercícios físicos. A ciência já sabe que noites maldormidas levam a um aumento na produção de grelina, o hormônio do apetite, e à redução na síntese de leptina, responsável pela saciedade. Já o stress aumenta a liberação de cortisol, hormônio que contribui para o acúmulo de gordura visceral. A idade também é um elemento importante. Um estudo ainda inédito que mediu o gasto calórico diário de 800 mulheres atendidas no Hospital das Clínicas de São Paulo mostrou que, em repouso, as moças de 30 anos queimam 100 calorias a mais que as de 50. Assim, sem fazer nada. "A conclusão óbvia é que não adianta uma mulher de 50 anos querer ter o mesmo peso de quando tinha 30, se mantiver os mesmos hábitos alimentares e o mesmo padrão de atividade física", diz a endocrinologista Sandra Villares, responsável pelo Laboratório de Estudos Moleculares da Obesidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A partir dos 30 anos, com a queda natural no ritmo do metabolismo, mulheres e homens ganham, em média, 4 quilos a cada década. Ou seja, quanto antes ocorrer a perda de peso, mais fácil será manter a silhueta alinhada. E os anos, assim, também serão menos pesados.
terça-feira, 16 de março de 2010
APONTAMENTOS
DEVIDO ALGUNS PROBLEMAS DE TEMPO, AS ACTUALIZAÇÕES NÃO OCORREM NA VELOCIDADE DESEJADA, MAS PEÇO UM POUCO DE PACIÊNCIA AOS FREQUENTADORES DO BLOG E TRAGO A BOA NOTÍCIA, DE QUE EM BREVE TEREMOS AS SECÇÕES:
1 - ENTREVISTA
2 - GENTE QUE CORRE
3 - MURAL DE RECADOS
4 - CALENDÁRIO DE CORRIDAS
DESDE JÁ AGRADEÇO A COMPREENSÃO DE TODOS E UM GRANDE ABRAÇO.
FABIANO BARBOSA VERAS
1 - ENTREVISTA
2 - GENTE QUE CORRE
3 - MURAL DE RECADOS
4 - CALENDÁRIO DE CORRIDAS
DESDE JÁ AGRADEÇO A COMPREENSÃO DE TODOS E UM GRANDE ABRAÇO.
FABIANO BARBOSA VERAS
domingo, 14 de março de 2010
CONTADOR EN SU TRONO

Alberto Contador (Astana) reeditó el triunfo conseguido en 2007 en la clásica París-Niza, al término de la última etapa, de 119 kilómetros, con salida y llegada en Niza, en la que se impuso el francés Amäel Moinard (Cofidis).
El podio tuvo un único color ya que junto a Contador se situaron Alejandro Valverde (Caisse d'Epargne) y Luis León Sánchez (Caisse d'Epargne), segundo y tercero, respectivamente, en la clasificación final. Por primera vez en la historia de la carrera, el podio quedó formado por tres ciclistas del mismo país.
sábado, 13 de março de 2010
VALVERDE, A 14 SEGUNDOS DE CONTADOR

El español Xavier Tondo, vencedor de la etapa tras una larga escapada.
Los españoles siguen haciendo historia en la París-Niza y en la sexta etapa el protagonista ha sido Xavier Tondo (Cervélo), que ha rematado una fuga que había nacido en el kilómetro 30, en el viaje entre las ciudades de Peynier y Tourettes sur Loup, de 220 kilómetros en los que invirtió 5 horas, un minuto y 38 segundos.
El líder de la prueba sigue siendo el español Alberto Contador (Astana), seguido del también español Aljandro Valverde (Caisse d'Epargne), que fue segundo en la etapa y que llegó cinco segundos después dando tiempo al grupo del líder. Ahora Valverde, por las bonificaciones, se ha situado segundo en la general a 14 segundos del líder.
La jornada estuvo marcada por una escapada de 23 corredores, que se produjo hacía kilómetro 30, en la que estaban, entre otros el estadounidense Levi Leipheimer (RadiosSach), el mejor clasificado en la general, a casi cuatro minutos, del líder Contador y el flamante vencedor de la jornada Xavier Tondo.
Etapa. 1. Xavier Tondo (ESP) 5 hrs 01 min 39 secs 2. Alejandro Valverde (ESP) +5 3. Peter Sagan (ESL) mt 4. Samuel Sanchez (ESP) mt 5. Joaquim Rodriguez (ESP) mt General. 1. Alberto Contador (ESP) 25 hrs 43 mins 24 secs 2. Alejandro Valverde (ESP) +14" 3. Roman Kreuziger (RCH) +25" 4. Luis Leon Sanchez (ESP) +26" 5. Samuel Sanchez (ESP) +29"
Fue una etapa de buen ciclismo, propia del Tour, por el fuerte ritmo desde el principio, su recorrido quebrado, con un continúo subir y bajar, con esos ocho puertos que jalonaron el recorrido, cinco de ellos de tercera, dos de segunda y uno de primera, el de Vence, a veinte kilómetros de la línea de meta.
Los ataques fueron continuos desde la salida, pero el equipo de Contador los controló, para dar el visto bueno al corte en el que no estaba ninguno de sus más directos rivales.
Eran muchos los kilómetros de viaje, aunque en ningún momento los escapados llegaron a alcanzar los tres minutos, pues Contador y los suyos contaron con la colaboración de otros equipos como fue el caso del Caisse d'Epargne que lidera Alejandro Valverde.
En el grupo de escapados a medida que se iban superando las dificultades, el cansancio comenzó a hacer mella y el grupo principal de Contador y Valverde los fue absorbiendo para quedar al frente de la carrera, en un principio Tondo, el italiano Cunego y el francés Gautier que no pudieron seguir el fuerte ritmo impuesto por el español.
Tondo se quedaba sólo a falta de uno 30 kilómetros para el final y por algunos momentos su aventura, su hazaña, corrió peligro, pues algunos de sus compañeros de fuga llegaron a estar a 15 segundos; mientras que el pelotón del líder seguía viajando a más de 20.
Afortunadamente para Tondo en el grupo perseguidor no hubo entendimiento y el grupo de Contador los engullía haciendo peligrar el triunfo del escapado, ya que los primeros de la general echaron el resto, especialmente Valverde, para arañar, en el peor de los casos segundos de bonificación
TREINO FORTE, MAIOR QUEIMA DE CALORIAS

Recentemente ministrei palestra com o tema “Vença o desconforto e ganhe velocidade”, e abordei um assunto que a cada dia tem ganhado espaço: o EPOC.
A sigla do fenômeno descrito como EPOC vem do inglês (Excess Post Oxygen Consumption), e ocorre quando o corpo continua consumindo oxigênio e calorias acima do normal após a sessão de treinamento. Se o exercício realizado tiver uma duração mínima de 30 minutos e com intensidade moderada a elevada, há estudos que mostram que o metabolismo continua acelerado por até 36 horas!
O EPOC acontece principalmente em intensidades mais altas - já abordei o tema sobre intensidade de treinos em “Qual o melhor treino para queimar gordura?”
Para os praticantes mais condicionados e que buscam evoluir em sua condição física, as sessões mais intensas oferecem um benefício extra, o EPOC. Não somente as corridas mais rápidas, mas também a musculação oferece este efeito.
POR RENATO DUTRA
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